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Estiagem trouxe prejuízos para região do Pontal e afetará custo do leite

Estiagem trouxe prejuízos para região do Pontal e afetará custo do leite

25/04/2014 às 11h03
Por: Adelino Júnior
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unnamed (1) Produção de milho que seria para grãos que acabou virando silagem, e antecipação da alimentação extra para o rebanho fora do pasto, é alguns dos pontos que trazem preocupação para os produtores rurais da região, que estão vendo os custos subirem sem aumento no preço do produto pago. “A estiagem desse ano provocou grandes perdas no campo, tanto para quem produz grãos, quanto quem lida com a pecuária de leite e corte, e seus reflexos ainda serão sentidos nos próximos meses”, revela o presidente do SIPRI – Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba, Lindolfo Marques. Segundo Lindolfo, a situação do setor rural na região, bem como em todo o Estado de Minas Gerais é tão preocupando, que o Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba, juntamente com os demais Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro, integrantes do Núcleo dos Sindicatos de Produtores Rurais do Triângulo e Alto Paranaíba, encaminhou ao então Secretário de Agricultura de Minas Gerais, deputado Federal Zé Silva, documento de propostas abrangentes para socorrer os produtores rurais mineiros. De acordo com o documento, foi criado um grupo de estudos técnicos com representantes da Secretaria de Agricultura, FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG),  Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, cujo objetivo principal será para tratar do assunto “Estiagem” em Minas Gerais. Segundo informações do deputado Zé Silva, medidas estão sendo tomadas para minimizar as perdas dos produtores rurais de Minas Gerais. Em publicação feita no site da FAEMG, foi informado que Minas Gerais deverá colher 11,35 milhões de toneladas de grãos na safra de 2013/2014, segundo dados da Conab e do IBGE. A quantia é 5,8% menor do que o colhido na safra passada, que foi de 12,05 milhões de toneladas. A estiagem rigorosa ocorrida em janeiro e fevereiro deste ano refletiu na produção de grãos no estado. “Nos dois primeiros meses, a chuva veio muito esparsa, muito abaixo da necessidade e, em muitos lugares, nem ocorreu”, disse a economista Aline de Freitas Veloso, coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura de Minas Gerais (FAEMG). E é nesse período, explica, que ocorre o desenvolvimento das principais lavouras.
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