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Governo de Minas cria centro para melhorar qualidade de vida de pessoas com deficiência

Governo de Minas cria centro para melhorar qualidade de vida de pessoas com deficiência

26/06/2014 às 11h04
Por: Adelino Júnior
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Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), inaugura, na próxima segunda-feira (30/06), em Pará de Minas, região Central do Estado, o Centro Mineiro de Referência em Tecnologia Assistiva - sede da Rede Mineira de Tecnologia Assistiva. O objetivo é transformá-lo numa referência no desenvolvimento de pesquisas, experimentos e equipamentos que transformem a qualidade de vida das pessoas com deficiência em Minas Gerais. O Centro estará em sintonia com o Programa Nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e será um Núcleo do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), agregando tecnologias e desenvolvendo atividades de coordenação da Rede Mineira de Tecnologia Assistiva. No centro serão instalados diversos laboratórios como o de Marcha, Órtese, Prótese; Meios Auxiliares de Locomoção e Núcleo de Cadeiras de Rodas. Será instalado também, um  Núcleo de Qualificação e Formação Profissional da Rede APAE. Nos laboratórios serão desenvolvidas tecnologias capazes de ampliar ou proporcionar habilidades funcionais. Além disso, o Centro Mineiro de Referência em Tecnologia Assistiva ofertará capacitação para professores, profissionais da saúde, mediadores e famílias para a utilização de produtos, recursos, práticas e serviços para as pessoas que se encontram impedidas por circunstância de deficiência.

Assistência à pessoa com deficiência Os recursos assistivos são utilizados para aumentar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida de pessoas com deficiência. No Brasil, 45,6 milhões de pessoas se encaixam neste perfil, o que representa 23,9% da população. Curiosamente, a população mineira tem índices proporcionalmente semelhantes, visto que 4,4 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, o que corresponde a 22,62%. Grande parte das pessoas com deficiência precisa de atendimento especializado, sendo que cada tipo requer diferentes cuidados. Entre estas pessoas, 55,5% são deficientes visuais, 22,9% tem algum tipo de deficiência motora, 16,6% apresentam deficiência auditiva e 5% possuem deficiência intelectual. Com o objetivo de atender esta parcela considerável da população, outra ação do Centro será a de promover a transferência tecnológica de produtos, metodologias e práticas para o setor industrial, o que poderá impulsionar a criação de empresas para atuar exclusivamente no desenvolvimento e industrialização de produtos, serviços e soluções voltadas para o mercado de tecnologia assistiva. Histórico A Rede Mineira de Tecnologia Assistiva começou a ser articulada quando, a partir de 2011, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação definiu, entre as suas prioridades, a criação do Programa e a estruturação da Rede Nacional de Tecnologia Assistiva, escolhendo o Centro Renato Archer para ancorar as ações a serem desenvolvidas. O primeiro passo para a criação da Rede foi a parceria do Governo de Minas com a Federação das APAEs, acertando a implantação de 148 Centros de Inclusão Social nas Unidades da APAE no interior do Estado. Nasceu, dessa forma, a Rede Tecnológica das APAEs, que tem como objetivo principal facilitar as oportunidades de comunicação, aprendizagem e convivência social para as pessoas com deficiência, seus amigos e familiares. Laboratórios e núcleos Por meio de uma infraestrutura pioneira em Minas Gerais, o laboratório de marcha irá oferecer recursos para captação, processamento e analise biomecânica do movimento (3D), bem como, avaliações e diagnósticos computadorizados da marcha de pacientes portadores de paralisia cerebral, de mielomeningocele, de amputados em uso de prótese, de lesões encefálicas adquiridas, de doenças neuromusculares, de lesões medulares e de doenças congênitas, com a intenção de subsidiar o planejamento e pesquisas terapêuticas para seus tratamentos e reabilitações. Também instalado no Centro Mineiro de Referência em Tecnologia Assistiva, o Laboratório de Órtese, Prótese e Meios Auxiliares de Locomoção e o Núcleo de Cadeiras de Rodas terão a missão de desenvolver, produzir, adaptar e disseminar a tecnologia assistiva para ampliar mobilidade, habilidades motoras deficitárias e possibilitar a realização de funções desejadas por pessoas que se encontrem impedidas, por circunstância de deficiência congênita ou adquirida. Consolidando a cadeia de desenvolvimento de conhecimento e de produtos de tecnologia assistiva em Minas Gerais, será implantado em parceria com a Federação das APAEs de MG, o Núcleo de Qualificação e Formação Profissional da Rede APAE para promover a qualificação e formação de professores do Ensino Fundamental, pais e cuidadores de pessoas com deficiências. O Programa e a Rede Mineira de Tecnologia Assistiva são ações da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) em parceria com as secretarias de Estado de Saúde (SES) e Educação (SEE), além de universidades mineiras, a Federação das APAEs de Minas Gerais (FEAPAES-MG), o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI). Incubadora de empresas A criação e operacionalização de uma Incubadora de Empresas de base tecnológica, focada em tecnologia assistiva apoiará o desenvolvimento de empresas nascentes com atuação exclusiva no desenvolvimento e industrialização de produtos, serviços e soluções voltadas para o mercado de tecnologia assistiva. Para se tornar um projeto sustentável, é imprescindível que a Incubadora de Empresas consiga atingir a sua missão maior, que é a de graduar constantemente empresas de sucesso, disponibilizando-as para o mercado. E para que isto ocorra, é fundamental que haja uma intensa e constante demanda de bons projetos para serem apoiados, a fim de que sempre os mais preparados, do ponto de vista mercadológico, sejam incubados. Para este trabalho será utilizado o know-how do Inatel, que será transferido em sua totalidade, por seus especialistas e parceiros para a criação e operacionalização da Incubadora de Empresas. Esta transferência de tecnologia ocorrerá basicamente através de realização de pesquisas de mercado, treinamentos presenciais de curta e média duração, organização de palestras para diferentes públicos, assessorias presenciais e a distância, implantação de procedimentos, sistemas e ferramentas técnicas-gerenciais e gestão do projeto através de indicadores de esforços e resultados.

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