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Aposentada detalha à polícia como matou e esquartejou companheiro

Aposentada detalha à polícia como matou e esquartejou companheiro

23/09/2014 às 10h47
Por: Adelino Júnior
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A aposentada Odete Maria de Oliveira, 69 anos, acusada de matar, esquartejar e descarnar o companheiro, servidor-geral Milton Honório, 51, conhecido como “Cabaça”, confessou detalhes do crime e levou policiais civis até o local onde ela jogou a cabeça e mãos da vítima.

O assassinato aconteceu em uma casa em Conceição das Alagoas (MG) na quinta-feira, 11 de setembro. Ela foi presa, por determinação judicial, uma semana depois, no dia 18 (quinta-feira), na casa de parente em Uberaba, e vai ser indiciada por homicídio qualificado e ocultação/destruição de cadáver.

Segundo o delegado de Polícia Civil Cláudio Renato Ondas, durante todo o depoimento a aposentada se mostrou tranquila. Ela contou que começou a namorar a vítima em 2004 e que era constantemente agredida com socos e chutes. E que há cerca de três anos eles se separaram, porém, há pouco mais de oito meses, voltaram a ter um relacionamento e a morar juntos na mesma casa.

Na quinta-feira, dia 11, conforme a aposentada, ela foi agredida com socos, chutes, foi puxada pelos cabelos e enforcada, mas ninguém testemunhou o fato. Disse ainda que seu companheiro estava muito bêbado e, assim que começou a “andar de gatão”, quase chegando à sala, pegou a marreta e desferiu um golpe contra sua cabeça. Ele caiu de bruços no chão. Neste momento, desferiu outro golpe de marreta, também na cabeça.

O delegado reforça que, com muita calma, lucidez e acompanhada de seu advogado, passou a narrar uma história horripilante, poucas vezes vista no noticiário policial da região. Ela disse que, depois de dar a segunda marretada, esperou o companheiro “acabar de morrer” e, ao perceber que estava morto, pegou uma faca peixeira e cortou primeiro as duas mãos. Em seguida, cortou o pescoço, até separar a cabeça do resto do corpo. Deixou tudo separado. Depois descarnou os braços, arrancou fora, colocou-os em um saco branco e levou tudo para o banheiro. Retornou à sala e passou a abrir a barriga. Tirou tudo que tinha dentro da barriga e colocou em um saco plástico branco. Tirou as carnes das costas, coxas e arrancou as pernas fora. E novamente as colocou em um saco e também levou para o banheiro. Depois de descarnar e esquartejar o corpo do servidor-geral, a aposentada fez um buraco na tampa da fossa e jogou alguns pedaços dentro, com os respectivos sacos plásticos.FormatFactoryIdosa-confessa-ter-esquartejado-o-marido-em-Conceição-das-Alagoas2

Ela explicou que não conseguiu jogar todos os pedaços do corpo na fossa. Os ossos da coluna, quadril, alguns pedaços de carne e o celular da vítima não couberam no buraco (na tampa da fossa) e teve que sair da casa e jogar em um matagal nas proximidades (pedaços que foram encontrados no início da noite de sábado [13], arrastados por cães).

Já com relação à cabeça e mãos, ela disse que, ainda na casa, ateou fogo em tudo, mas não queimou. Foi então que pegou a cabeça e as mãos e as colocou em uma sacola, lavou toda a casa, pegou uma bicicleta e foi até as proximidades de uma olaria e jogou no mato. No trajeto também se desfez da marreta. No dia seguinte, como estava acumulando mosquitos na fossa, devido aos restos mortais, ela fez uma massa de cimento e tapou o buraco da fossa.

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