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Secretaria de Saúde em alerta para epidemia da Febre Chikungunya

Secretaria de Saúde em alerta para epidemia da Febre Chikungunya

25/09/2014 às 15h03
Por: Adelino Júnior
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No mesmo ano em que os casos de dengue reduzem drasticamente em todo o país – queda de 62% nas ocorrências em relação a 2013 – o Aedes aegypti e Aedes albopictus, vetores da doença, voltam a trazer sérias preocupações ao governo brasileiro. Esses são os mesmos mosquitos transmissores da febre chikungunya, que só neste mês atingiu 16 pessoas. Nessa quarta-feira (24), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, não descartou a possibilidade de uma epidemia. Em menos de dez dias o vírus se alastrou para dois estados: Amapá e Bahia. O alerta da chegada do vírus a Minas cresce com a aproximação do período chuvoso, que favorece a proliferação dos hospedeiros. Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde elaborou um plano de contingência da doença, que inclui a intensificação de atividades de vigilância, preparação de respostas da rede e treinamento de profissionais. Providências semelhantes serão adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde que, segundo a assessoria de imprensa, desde agosto reúne técnicos para consolidar as ações. Por outro lado, até o fechamento desta edição a Secretaria Estadual de Saúde não informou se há alguma estratégia para proteger a população ou medidas a serem adotadas, caso o vírus chegue a Minas. Prevenção Ações antecipadas podem não ser suficientes para impedir a entrada do vírus no Estado. No entanto, são fundamentais para evitar a procriação do hospedeiro e, consequentemente, um surto da doença, ressaltou a infectologista Marise Oliveira Fonseca, da UFMG. A prevenção da doença de origem africana é semelhante à da dengue, bem como os sintomas e formas de tratamento. A diferença é que 30% a 40% dos casos de febre chikungunya evoluem para a forma subaguda ou crônica do problema, que leva a dores fortes nas articulações que podem levar até anos para desaparecer. “O impacto para a vida do paciente é muito maior. Precisam tomar remédios fortes para aliviar o sofrimento, recorrer a fisioterapia. Alguns chegam a ficar impedidos de trabalhar nesse período”, disse a infectologista.   Mosquitos modificados geneticamente Nessa quarta (24), pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberaram a natureza mosquitos Aedes aegypti modificados geneticamente e que não transmitem o vírus da dengue. Os testes foram feitos em Tubiacanga, no Rio de Janeiro. É a primeira vez que a estratégia é adotada na América. Há pesquisas em andamento na Austrália, Vietnã e Indonésia. Os ovos dos mosquitos foram contaminados com a bactéria Wolbachia, que atua como uma espécie de vacina para o Aedes aegypti, impedindo que o vírus da dengue se multiplique no organismo do mosquito. A Wolbachia também atua na reprodução dos insetos. Se o macho contaminado fertilizar ovos de fêmeas que não tenham a bactéria, esses ovos não darão origem às larvas. Se macho e fêmea estiverem contaminados, ou se só a fêmea tiver a bactéria, toda a prole carregará a Wolbachia. A bactéria é transmitida naturalmente para as gerações seguintes de mosquitos e o método se torna autossustentável.

Editoria de arte / Hoje em Dia

Fonte: Hoje em Dia

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