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Árbitro de Avaí e Boa Esporte não cita suposta injúria racial em súmula

Árbitro de Avaí e Boa Esporte não cita suposta injúria racial em súmula

01/10/2014 às 13h59
Por: Adelino Júnior
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Relatório de Guilherme Ceretta de Lima, de São Paulo, não consta lance entre Antonio Carlos e Franci; atacante do time mineiro diz que avisou juiz durante partida.

A súmula da partida entre Avaí e Boa Esporte, no último sábado, foi divulgada. No relatório do árbitro Guilherme Ceretta de Lima, de São Paulo, não consta a suposta injúria racial do zagueiro Antonio Carlos, do Leão, ao atacante Franci, do time mineiro. O espaço destinado às observações do duelo, válido pela 26ª rodada da Série B, encontra-se em branco. Franci, que fez o boletim de ocorrência ainda na noite do sábado, alega que conversou com o árbitro no lance. O atacante diz que se aproximou de Guilherme Ceretta de Lima e pergunta se ele havia escutado. A resposta do juiz é direta, mandando o atleta apenas "jogar bola".
No lado avaiano, Antonio Carlos alega ter usado o termo "malaco" - flexão da expressão maloqueiro - e não "macaco". Para o advogado do clube, é incabível a acusação de injúria racial uma vez que o jogador também é negro. Nesta segunda-feira, o zagueiro deve se pronunciar em uma entrevista coletiva.
O lance O lance ocorreu aos 39 minutos do segundo tempo (veja no vídeo acima), quando o placar apontava 1 a 0. Franci perdeu uma disputa no ataque e foi ao chão, reclamando em seguida. Quando os dois ficaram próximos, ele ouviu o que teria sido o xingamento do zagueiro de 21 anos. Casos O caso de injúria racial de maior repercussão neste ano envolveu o goleiro santista Aranha, xingado por torcedores do Grêmio durante partida em Porto Alegre, pela Copa do Brasil. Uma torcedora foi flagrada por câmera na arquibancada falando "macaco", e o Tricolor gaúcho foi a julgamento no STJD. Foi excluído da competição, recorreu e no Pleno conseguiu mudar a pena (para perda de três pontos), mas não evitar a eliminação. O ano de 2014 tem registrado vários episódios como esse. O primeiro a ganhar maior repercussão teve como protagonista o cruzeirense Tinga, que ouviu torcedores do Real Garcilaso imitarem sons de macaco durante partida no Peru pela Taça Libertadores. Nos dias seguintes, times brasileiros entraram em campo com faixas de apoio ao meia. Um deles foi o Boa Esporte, que manteve essa rotina mesmo depois. Fonte: Globo Esporte
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