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Presa quadrilha que vendia vagas em vestibulares de medicina e Enem em Minas

Presa quadrilha que vendia vagas em vestibulares de medicina e Enem em Minas

24/11/2014 às 11h04
Por: Adelino Júnior
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Uma quadrilha especializada em venda de vagas em vestibulares de medicina e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi desarticulada pela Polícia Civil. Até o momento, 33 pessoas, sendo 11 integrantes do bando e 22 candidatos que faziam prova na Faculdade de Ciências Médicas foram presas. O grupo, conforme a Polícia Civil, cobrava de R$ 70 mil a R$ 200 mil por cada vaga.
Intitulada de Operação Hemostase II, a ação é realizada em Teófilo Otoni, na região do Vale do Jequitinhonha, e em Guarujá (São Paulo). Além dos detidos, já foram apreendidos carros de luxo, dinheiro e documentos que comprovam a fraude. A investigação, que ocorreu em conjunto com o Ministério Público (MP) de Minas, teve início há sete meses. As apurações preliminares apontam que a grupo fraudou o Enem em cinco estados.
Os dois suspeitos de liderar a quadrilha são mineiros e foram identificados como Áureo Moura Ferreira, que mora em Teófilo Otoni, e Carlos Roberto Leite Lobo, empresário que reside em Guarujá. Ambos foram detidos em Belo Horizonte, onde monitoravam os trabalhos na tarde desse domingo (23).
Entre os detidos há um policial civil de Minas, lotado em Governador Valadares, que estava em um dos carros da quadrilha e agora é considerado suspeito de integrar o grupo. Segundo o Superintendente de Investigação e Polícia Judiciária, delegado Jeferson Botelho, a quadrilha atuava da seguinte forma: pessoas faziam parte das provas rapidamente, saiam com os resultados das questões e repassavam para os candidatos compradores das vagas por meio de transmissão eletrônica.
Ainda segundo o delegado, o último lote de equipamentos adquiridos pela quadrilha era composto por micropontos eletrônicos e moderno sistema de transmissão de dados, que teria sido adquirido na China a um custo de 200 mil dólares.
Na manhã desta segunda-feira (24), equipes da Polícia civil e do Núcleo de Repressão ao Crime Organizado do MP atuam com os promotores de Justiça para formalizar os Autos de Prisão em Flagrante.
Anteriormente, na Operação Hemostase I, a polícia já havia desbaratado uma quadrilha que também fraudava vestibulares de medicina. O caso foi repassado para a Polícia Federal.
[caption id="attachment_47707" align="alignnone" width="620"]FormatFactory20141124071448295552e Pelo menos 30 pessoas foram presas ontem em Belo Horizonte. Grupo usava sistema eletrônico para fraudar exames (Foto: Paulo Filgueiras / EM)[/caption]
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