Terça, 18 de Janeiro de 2022
19°

Alguma nebulosidade

Uberlândia - MG

Educação Justiça

Justiça concede liberdade a médico suspeito de estuprar paciente

Justiça concede liberdade a médico suspeito de estuprar paciente

23/12/2014 às 11h12
Por: Adelino Júnior
Compartilhe:
A Justiça concedeu, nesta segunda-feira 22 de dezembro, liberdade provisória ao médico suspeito de estuprar uma jovem de 18 anos, no último sábado 20/12, durante uma consulta na UAI Roosevelt, zona norte de Uberlândia. O suspeito, que está no presídio Jacy de Assis, deve ser solto ainda hoje. O advogado do médico havia entrado com o pedido de liberdade provisória neste domingo 21 de dezembro. De acordo com o advogado, o pedido foi baseado no que o médico disse durante o depoimento.
Os procedimentos foram normais de acordo com a medicina, e o médico pediu autorização da vítima para realizá-los e não houve intenção de agredir, afirmou. [caption id="attachment_51193" align="aligncenter" width="620"]FormatFactorypresidio_jacy_de_assis Foto: Caroline Aleixo[/caption]  
Relembre o Caso: Um médico da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do Bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia, foi preso em flagrante no sábado 20 de dezembro, suspeito de estuprar uma jovem de 18 anos, durante atendimento. Ao sentir dores de barriga e diarreia, a jovem procurou a UAI, onde foi atendida pelo médico. Após sair do consultório, a jovem relatou o ocorrido para a mãe, que acionou a Polícia Militar e o médico foi preso em flagrante. Ainda segundo o advogado da vítima, a mãe, que estava com a filha na UAI, foi impedida pelo segurança do local de acompanhar a consulta por a filha ser maior de idade, não precisava do acompanhamento. De acordo com o advogado da vítima, durante o atendimento, o médico perguntou se ela tinha fissura anal, que é uma ferida na pele que reveste o canal anal ou a margem anal e provoca dores intestinais, a menina não soube responder, que tinha apenas intestino preso; então o médico abaixou a calça dela e pediu para ela se virar de costas. Nesse momento, ele tocou o ânus da paciente com o dedo. A paciente reclamou que sentia dores e, de acordo com o advogado, ele insistiu com o ato. Depois desse procedimento, o clínico geral pediu para que ela se virasse de frente e, dessa vez, introduziu o dedo na vagina da vítima. Questionado pela jovem o porquê dele fazer isso, o médico respondeu que fazia parte do procedimento. Ainda segundo o advogado da jovem, durante o atendimento, ele foi atender a porta e depois retornou para a consulta. Ao voltar, ele tirou a luva e colocou o dedo na vagina da garota novamente. Ela pediu para parar e, ainda de acordo o advogado da vítima, o médico disse: que a paciente era seca e receitou um lubrificante. Após o relato, o clínico geral apalpou o abdômen da jovem e disse para ela descer as calças até a altura do joelho e novamente colocou o dedo na vagina da vítima. Posteriormente, ele apalpou o abdômen da vítima e disse que ela tinha problemas com intestino preso e receitou cereais para ela. Em relato à PM, o médico de 33 anos, clínico geral, que trabalha há aproximadamente dois anos no local, confirmou que a paciente reclamava de dores de barriga e que questionou sobre os hábitos alimentares dela. Ao perguntar sobre a fissura anal, a paciente não soube responder. Ainda segundo o médico, ele perguntou se poderia examinar. Foi então que calçou as luvas e fez o exame. Após não constatar nada, liberou a paciente. O médico foi preso em flagrante e levado para Delegacia de Plantão e, encaminhado para o presídio Professor Jacy de Assis, enquadrado no artigo 213 do Código Penal. A vítima foi conduzida até o setor de Ginecologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A Secretaria Municipal de Saúde informou que o médico foi afastado até o fim das investigações e que será prestado todo atendimento necessário à vítima.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.