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Instituto Mineiro de Gestão das Águas tem apenas 82 profissionais para cuidar de todas as bacias do Estado

Instituto Mineiro de Gestão das Águas tem apenas 82 profissionais para cuidar de todas as bacias do Estado

03/02/2015 às 11h55
Por: Adelino Júnior
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O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) tem 82 profissionais em campo responsáveis por cuidar das 36 bacias hidrográficas do Estado – uma média de dois funcionários para cada uma delas. A relação é considerada baixa por especialistas na área, que ligam essa e outras deficiências do órgão à falta de água em Minas Gerais, que já foi chamada de caixa-d’água do país. O problema estaria menos ligado à seca prolongada e mais relacionado a falhas de gestão, causadas em grande parte por falta de estrutura e de pessoal. “O Igam é totalmente deficiente pelo tamanho do Estado e das bacias. Isso é um dos fatores que causaram a crise de gestão hídrica. O instituto precisava ter uma estrutura politicamente muito maior que a de hoje, que é insuficiente para suprir a demanda que temos”, destacou o presidente do Comitê da Bacia do Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano. As consequências de uma estrutura insuficiente, na avaliação dos estudiosos, têm sido a falta de um monitoramento eficaz das águas de Minas, a ausência de um sistema de zoneamento dos recursos hídricos e a consequente falta de controle da quantidade de água retirada dos mananciais (outorgadas) e do que se tem disponível. Questionado sobre essas deficiências, o Igam informou , em nota, que “busca constantemente otimizar suas ações para prestar o melhor serviço à sociedade”. Hoje, o Igam está presente em quatro núcleos regionais, nos municípios de Montes Claros, no Norte de Minas, Divinópolis, no Centro-Oeste, Governador Valadares, no Rio Doce, e Juiz de Fora, na Zona da Mata. O coordenador do Laboratório de Gestão de Reservatórios da Universidade Federal de Minas (UFMG), Ricardo Motta, acredita que o órgão deveria estar presente em mais pontos do Estado para entender bem as diversidades regionais. “Em um Estado com território e bacias tão extensas, as entidades que cuidam do meio ambiente deveriam ser muito bem estabelecidas. O Igam não tem a estrutura ideal para a importância das águas de Minas. A frequência do monitoramento ambiental é baixa, e os reservatórios deveriam ser intensamente monitorados”. Erro. Pelo menos 63 municípios do Estado enfrentam hoje algum tipo de racionamento. Para o doutorando em recursos hídricos da UFMG Rodrigo Lemos, há algum problema grave no Igam, que “não conseguiu cumprir prerrogativas básicas, como saber quanto está saindo de água e quanto está entrando”. Segundo ele, o Igam foi sucateado, e o Estado não quis encarar que não tem água abundante para todos os níveis de interesses. “O órgão de gestão não ter controle dessas situação é muito sério. Evitamos esse problema por muito tempo. Subordinamos a água à lógica política. Agora, o usuário da Copasa está pagando por esse erro”, completou Lemos. [caption id="attachment_55008" align="alignnone" width="620"]FormatFactoryimage Abaixo do normal. Nível dos cursos d’água em Minas Gerais preocupa; na imagem, rio das Velhas[/caption]  
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