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Pimentel muda de ideia e veta criação de Secretaria de Recursos Humanos

Pimentel muda de ideia e veta criação de Secretaria de Recursos Humanos

29/03/2015 às 12h00
Por: Adelino Júnior
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Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), justificou que os recursos que seriam gastos podem ser aproveitados em ações "do interesse público emergente"

A crise financeira levou o governador Fernando Pimentel (PT) a desistir da criação da Secretaria de Recursos Humanos pedida por ele próprio na reforma administrativa que aprovou há duas semanas na Assembleia Legislativa. O Minas Gerais de hoje trouxe o veto parcial ao projeto pedindo, entre outros pontos, a supressão da nova pasta, que viria de um desmembramento da Secretaria de Planejamento e Gestão. Nas razões da negativa, Pimentel explica que optou por “readequação das diretrizes originalmente traçadas no projeto” diante de um balanço financeiro.

O desmembramento da área de recursos humanos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão em uma nova estrutura atrairia aportes financeiros que, no momento presente, serão mais bem aproveitados em setores voltados diretamente ao atendimento do interesse público emergente”, argumentou o governador.

Na ocasião da aprovação do texto, o Executivo havia garantido que a nova estrutura não geraria impacto financeiro. O discurso era que as mudanças gerariam gastos adicionais de R$ 585,5 mil que seriam compensados com a extinção de 64 cargos comissionados na administração indireta. Pimentel conseguiu a aprovação do texto enviado ao Legislativo por 53 deputados estaduais. Em nota, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que o veto à criação da pasta de Recursos Humanos visa cumprir a determinação do governo de não aumentar os gastos com administração direta. "Em respeito à decisão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que optou por manter a Ouvidoria Geral do Estado com status de secretaria, o governo decidiu abrir mão da proposta que previa a criação da Secretaria de Estado de Recursos Humanos". A permanência da OGE foi condição imposta pela oposição para que o texto fosse aprovado na Assembleia. EM
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