O hospital Mater Dei Santa Clara, em Uberlândia, realizou no último dia 13 de dezembro a primeira cirurgia de escoliose com sistema de neuronavegação da instituição. O procedimento, inédito nestes moldes na unidade, foi conduzido pelo cirurgião de coluna Cláudio Diniz e marca a introdução de uma tecnologia de alta precisão para tratamentos complexos na região do Triângulo Mineiro.
A neuronavegação funciona como uma espécie de “GPS cirúrgico”. O equipamento utiliza imagens tridimensionais em tempo real para orientar a equipe médica durante a operação. O sistema guia a colocação de parafusos e instrumentações na coluna vertebral com margem mínima de erro, preservando estruturas sensíveis e nervos.
Segundo a equipe médica, a técnica é especialmente indicada para correções de deformidades como a escoliose, que exigem planejamento detalhado. A tecnologia é considerada atualmente o padrão ouro em centros de referência nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
“A moderna cirurgia da coluna passa por uma revolução tecnológica. Entre as inovações que redefinem a segurança, a neuronavegação se destaca e agora chega ao Brasil”, afirma Diniz.
Para viabilizar a operação, o hospital recebeu uma equipe de suporte de Belo Horizonte, responsável pela logística do equipamento. A integração visou alinhar a expertise dos profissionais locais aos recursos tecnológicos de ponta.

PRECISÃO E RECUPERAÇÃO
A principal vantagem do uso da navegação intraoperatória é a redução de riscos. Ao visualizar a anatomia do paciente em 3D durante o ato cirúrgico, o médico consegue evitar lesões neurológicas e posicionar implantes com exatidão milimétrica.
“Imagine realizar uma cirurgia guiada por um sistema capaz de mostrar exatamente cada estrutura anatômica. É assim que a neuronavegação funciona, aumentando a segurança em cada etapa”, explica o cirurgião.
Além da segurança intraoperatória, estudos clínicos associam o uso da tecnologia a uma recuperação pós-operatória mais rápida e à redução de complicações tardias. Para o setor de saúde de Uberlândia, o procedimento representa um avanço na oferta de tratamentos de alta complexidade fora das capitais.
“A introdução da neuronavegação representa um salto tecnológico que coloca o paciente no centro de um cuidado mais moderno e alinhado às melhores práticas internacionais”, conclui Diniz.
