A chegada do Ozivy às farmácias brasileiras marca uma nova fase para o mercado de medicamentos à base de semaglutida. Produzida pela EMS, a caneta utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic e começou a ser vendida com preços significativamente menores, ampliando a concorrência em um segmento que cresceu rapidamente nos últimos anos.
Levantamento realizado em grandes redes farmacêuticas mostra que a versão nacional pode ser encontrada por valores entre R$ 422 e R$ 465 nos programas de desconto, enquanto o Ozempic é comercializado por cerca de R$ 999 nas mesmas condições. Na prática, a diferença pode chegar a 56,8% para o consumidor.
Primeira semaglutida nacional
O Ozivy foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, ocorrido em março deste ano. O medicamento é considerado a primeira caneta nacional desenvolvida com esse princípio ativo e abre caminho para a entrada de novos concorrentes no mercado.
Segundo a Anvisa, o produto é um análogo sintético da semaglutida e foi autorizado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, associado à alimentação adequada e à prática de atividades físicas.
Preço é principal atrativo
O custo mais baixo é apontado como o principal diferencial da nova medicação. Além dos preços praticados nas farmácias, a fabricante também lançou um programa de adesão para pacientes, oferecendo condições promocionais nos primeiros meses de tratamento.
A expectativa do setor é que a entrada de novos fabricantes contribua para reduzir os preços da semaglutida no Brasil, ampliando o acesso ao tratamento para pacientes com diabetes tipo 2.
Diferenças em relação ao Ozempic
Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo, o Ozivy apresenta algumas diferenças em relação ao medicamento de referência. A principal delas está na conservação. Enquanto o Ozempic pode permanecer fora da geladeira por determinado período após o início do uso, a versão nacional deve permanecer refrigerada durante todo o tratamento.
A aplicação continua sendo semanal, por meio de canetas preenchidas para uso subcutâneo. A venda exige receita médica e acompanhamento profissional.
Mercado deve ganhar novos concorrentes
Especialistas do setor avaliam que o Ozivy é apenas o primeiro movimento após o fim da patente da semaglutida no país. Outros laboratórios já trabalham em versões semelhantes, o que poderá aumentar a oferta e intensificar a disputa por preços nos próximos meses.
Com a chegada do medicamento nacional, a expectativa é de que tratamentos à base de semaglutida se tornem mais acessíveis, tanto para pacientes quanto para sistemas de saúde suplementar.

