A tradicional garapa vendida em pontos de Uberlândia virou alvo de um estudo preocupante. Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) analisaram a qualidade microbiológica do caldo de cana comercializado na cidade. Eles constataram que a maioria das amostras avaliadas está totalmente fora das normas de segurança estipuladas pelos órgãos reguladores. Consequentemente, o consumo do produto nessas condições pode trazer riscos sérios para a saúde pública na região.
Durante a investigação laboratorial, os cientistas recolheram dez amostras de diferentes pontos de venda locais. Infelizmente, todas as porções analisadas apresentaram coliformes totais. Além disso, sete destas amostras continham coliformes termotolerantes, que servem como um indicador direto de contaminação fecal. O dado mais alarmante, contudo, foi a identificação da bactéria Klebsiella pneumoniae em 100% dos testes. Esse microrganismo costuma causar infecções hospitalares severas e oferece perigo real a indivíduos que apresentam baixa imunidade.
Falhas na higiene de moendas e utensílios causam o problema
De acordo com os microbiologistas responsáveis pela pesquisa, a cana-de-açúcar em si não é a vilã dessa história. Na verdade, a contaminação ocorre devido a falhas críticas na higiene durante o processo de manipulação e moagem nas feiras. A falta de uma higienização constante dos maquinários favorece o acúmulo de resíduos e a multiplicação rápida de agentes patogênicos.
No entanto, os pesquisadores ressaltam que não há necessidade de suspender o consumo da bebida. O caminho ideal é priorizar locais que demonstrem responsabilidade sanitária. Feirantes experientes da região já aplicam medidas rígidas para proteger a saúde de seus clientes.
Como o consumidor pode se proteger nas feiras de Uberlândia
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possui diretrizes claras para o comércio de alimentos de consumo imediato nas ruas. Desse modo, o consumidor final deve ficar atento a detalhes visuais simples no momento de comprar o produto.
Observar se o feirante higieniza as mãos após manusear cédulas de dinheiro ou se os utensílios de metal estão limpos faz toda a diferença. Adotar esses cuidados básicos ajuda a prevenir infecções intestinais e assegura um consumo seguro em Uberlândia.


Todos produtos alimentícios devem ser iniciados no campo, escolher solo livre de contaminação por metais pesados, no caso da cama, deve_ se retirar a palha, mergulhar em água colorada ou diluir hipoclorito de sódio em água tratada, e deixar por 10 mm. A engenhoca ou moedor, também deve ser sanitização diariamente, a higiene das mãos devem ser rigorosa, más no entanto o que vemos, é trabalhador recebendo dinheiro, e seguidamente colocando a mão suja na cana. Cabe a vigilância sanitária fiscalizar, e evitará mortes