Uberlândia tem nove casos suspeitos de sarampo em investigação, diz SES-MG

Carlos Cravinhos
Foto: Agência Brasil

A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, registrou nove casos suspeitos de sarampo, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A informação foi divulgada no fim da tarde desta quarta-feira (29).

Os novos registros se somam a cinco notificações anteriores que já estavam sob monitoramento. Segundo a SES-MG, as sete novas suspeitas foram notificadas entre segunda-feira (27) e terça-feira (28).

Todas as crianças apresentam bom estado de saúde e seguem em acompanhamento. Os dois primeiros casos envolvem meninas de um ano de idade, que tiveram febre, manchas vermelhas e sintomas respiratórios leves. Nenhuma das duas possui registro vacinal da tríplice viral, vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

“Os casos permanecem em investigação, não tendo sido identificado, até o momento, vínculo epidemiológico entre eles”, informou a secretaria, em nota.

A Prefeitura de Uberlândia afirmou que recebeu a confirmação laboratorial dos dois primeiros casos após exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Já a SES-MG informou que os testes iniciais não foram conclusivos, sendo necessária a coleta de novas amostras para continuidade da investigação.

O acompanhamento dos casos é feito pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas), pela Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia e pela Secretaria Municipal de Saúde.

“As crianças encontram-se em bom estado geral, em recuperação domiciliar, sob acompanhamento das equipes da Atenção Primária e da Vigilância Epidemiológica Municipal”, diz o comunicado.

Minas Gerais não registra casos autóctones de sarampo, ou seja, com transmissão dentro do território estadual, desde 2020, quando foram confirmados 22 casos. Em agosto de 2024, um adolescente de 17 anos, morador de Belo Horizonte, foi diagnosticado após viagem recente à Inglaterra.

O sarampo é transmitido por meio da tosse, espirros, fala ou respiração. Os sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C), manchas vermelhas que começam pela cabeça, tosse seca, coriza e conjuntivite.

A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina tríplice viral deve ser aplicada conforme o calendário nacional de imunização, com doses específicas para crianças, adolescentes e adultos.

A SES-MG reforça a importância de manter o isolamento de casos suspeitos, adotar medidas de higiene respiratória e notificar imediatamente as autoridades de saúde. A realização de bloqueios vacinais seletivos e o monitoramento de contatos são estratégias consideradas essenciais para interromper a transmissão do vírus.

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