Vírus da febre amarela é detectado em macaco encontrado morto em Uberlândia

Sirley de Araújo
Foto: Divulgação

A prefeitura de Uberlândia confirmou que o vírus da febre amarela causou a morte de um macaco na zona urbana da cidade. O diagnóstico laboratorial positivo saiu na última sexta-feira (10) e partiu de análises da Fundação Ezequiel Dias (Funed). Embora a administração local ainda não tenha divulgado o local exato nem a data em que o primata foi achado, a rede municipal de saúde já monitorava o caso como suspeito.

Desse modo, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a população precisa manter o cartão de vacina atualizado para evitar a propagação do vírus.

Bloqueio vacinal e busca ativa na cidade

As equipes de saúde locais iniciaram uma busca ativa em diversas regiões. Essa ação foca em localizar moradores com o esquema de imunização atrasado ou que nunca receberam a dose protetiva. 

De acordo com diretrizes do Ministério da Saúde, os macacos não são transmissores diretos da enfermidade para os seres humanos. Na verdade, a morte desses animais serve como um sinalizador biológico. Ela avisa as autoridades sobre a circulação ativa do vírus em determinada área geográfica. Portanto, os primatas são tão vítimas da doença quanto os próprios homens.

Ciclo de contágio e a importância da vacina

A febre amarela é uma infecção grave que as pessoas podem prevenir facilmente com a vacina. A transmissão ocorre unicamente pela picada de mosquitos vetores infectados pelo vírus. O principal transmissor é o mosquito Aedes aegypti. Sintomas de alerta e histórico local

Os primeiros sinais da infecção costumam surgir de maneira abrupta no paciente. Em geral, a pessoa apresenta febre alta repentina, calafrios intensos, dores musculares profundas (especialmente nas costas), forte dor de cabeça, além de episódios de náusea e perda de apetite.

Em situações críticas, chamadas de fase tóxica, o quadro clínico pode evoluir para icterícia (amarelamento de olhos e pele), hemorragias nasais ou estomacais e urina escura.

Por esse motivo, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) orienta que os cidadãos reportem imediatamente qualquer encontro de macacos mortos ou debilitados.

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