Uma gata foi resgatada na segunda-feira, 21 de julho, em Araxá, no Alto Paranaíba, após ter sido tingida de rosa com corante para móveis. O caso foi denunciado à Polícia Civil por uma protetora de animais que viu um vídeo circulando nas redes sociais e acionou as autoridades.
O animal foi encontrado na casa da própria tutora, uma mulher de 37 anos, que, segundo a polícia, é usuária de drogas e apresentava comportamento alterado no momento da abordagem. Além da coloração artificial no pelo, a gata estava sem acesso a água e alimentos. A suspeita admitiu que já havia tingido o animal em outra ocasião, mas não soube explicar os motivos.
A mulher foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos, mas acabou liberada por não estar em situação de flagrante. A residência foi descrita pelos agentes como “totalmente insalubre”.
A gata foi levada ao abrigo de uma cuidadora voluntária na cidade, onde deverá passar por avaliação veterinária. Segundo protetores, o uso de corante industrial no animal pode ter causado dermatite química, com sintomas como coceira, descamação, infecção e até queimaduras na pele. Há também risco de danos respiratórios, já que a gata pode ter inalado os compostos tóxicos da tinta.
A conduta da tutora pode ser enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que prevê pena de três meses a um ano de detenção e multa por maus-tratos a animais. Em casos que envolvem cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda. A punição pode ser agravada em até um terço se houver morte do animal.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

