Policiais civis e militares prenderam um jovem de 25 anos suspeito de espancar e matar o próprio filho de apenas três meses. O trágico crime aconteceu nesta quarta-feira (3), no bairro Jardim das Palmeiras, em Uberlândia. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homem cometeu a atrocidade porque estava muito irritado com o choro constante do bebê. Além disso, os agentes também prenderam a mãe da criança, de 22 anos, sob a grave acusação de omissão de socorro.
No início, o casal tentou ocultar o espancamento brutal criando uma versão fantasiosa de que o recém-nascido havia se engasgado com leite materno. O pai declarou que tentou salvar o filho realizando manobras de primeiros socorros após receber instruções por telefone dos socorristas do Samu. Segundo ele, a força exagerada usada no suposto salvamento de emergência teria provocado as lesões encontradas no corpo frágil do bebê.
Descoberta das agressões físicas e intervenção médica
Entretanto, a farsa armada pelos pais não durou muito tempo diante da perícia técnica. Assim que chegou ao endereço da família, o médico socorrista do Samu notou imediatamente marcas profundas de agressão na testa e na região dos olhos do bebê. Desconfiado do relato nervoso apresentado pelos genitores, o profissional acionou os policiais militares para registrar o caso.
Durante os questionamentos iniciais feitos no local, o suspeito manteve a versão de acidente doméstico. Contudo, as contradições aumentaram rapidamente à medida que a equipe médica de saúde apontava a gravidade das lesões, as quais eram incompatíveis com as manobras relatadas. Diante da pressão policial e das provas físicas visíveis, o pai decidiu confessar o crime brutal ao delegado Carlos Fernandes.
O responsável pelo caso relatou que o suspeito admitiu as agressões em depoimento: “Eu fiquei muito irritado com o choro incessante da criança, perdi o controle e desferi socos e tapas para fazê-lo calar”. Essa declaração detalhou a crueldade que tirou a vida da vítima indefesa.
Prisão preventiva dos envolvidos e encaminhamento judicial
Consequentemente, as autoridades deram voz de prisão em flagrante ao casal. Enquanto o pai responderá diretamente pelo homicídio qualificado do bebê, a mãe responderá pelo crime de omissão, por não ter agido para impedir as agressões físicas diárias ou buscado socorro imediato para salvar a vida do recém-nascido. A perícia técnica do Instituto Médico Legal (IML) ainda realizará exames complementares detalhados para confirmar todas as causas físicas do óbito.
Por fim, os agentes da segurança pública transferiram a mulher para a ala feminina da Penitenciária Pimenta da Veiga. O agressor confesso seguiu diretamente sob escolta para o Presídio Professor Jacy de Assis, onde ambos permanecerão presos aguardando o julgamento. O crime gerou enorme revolta entre os moradores do Triângulo Mineiro e acendeu um alerta severo sobre os canais de denúncia de violência doméstica.
A outra filha do casal, uma criança de dois anos de idade, foi acompanhada pelo Conselho Tutelar e permanece sob os cuidados de familiares.

