As buscas por Juliana Marins, 26, brasileira desaparecida em uma encosta do Monte Rinjani, na Indonésia, entraram no quarto dia nesta terça-feira (24). A publicitária carioca caiu de um penhasco durante uma trilha na noite da última sexta-feira (20), no horário de Brasília. O resgate é dificultado por chuva intensa, neblina e terreno íngreme.
Uberlândia
Juliana cursou Direito na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro, onde ingressou no primeiro semestre de 2016, mas não concluiu a graduação. A DIRAC (Diretoria de Administração e Controle Acadêmico da UFU) confirmou que ela esteve matriculada por apenas um semestre em Uberlândia.
Segundo familiares, a jovem caiu cerca de 300 metros abaixo da trilha, próxima ao ponto mais alto do Monte Rinjani, vulcão com mais de 3.700 metros de altitude, localizado na ilha de Lombok. Desde então, permanece isolada em uma fenda rochosa. Socorristas afirmam que já desceram cerca de 400 metros pela encosta, mas estimam que Juliana ainda esteja a aproximadamente 650 metros de distância do ponto de partida do resgate.
Imagens nas redes
Imagens feitas por turistas e compartilhadas com a família mostram a brasileira consciente, presa entre pedras. Ela veste calça jeans, camiseta, luvas e tênis. Está sem agasalho e sem os óculos, é míope, com cerca de cinco graus de deficiência visual.
Juliana foi vista pela última vez por volta das 17h10 de sábado (21), horário de Brasília. Ela não fez contato direto com a família devido à ausência de sinal. As primeiras informações chegaram ao Brasil por meio de turistas espanhóis que a encontraram e acionaram contatos via redes sociais.

De acordo com Mariana Marins, irmã da publicitária, Juliana fazia a trilha com outras cinco pessoas e um guia local. No segundo dia de caminhada, relatou cansaço e decidiu parar. Segundo Mariana, o guia respondeu “então descansa” e seguiu com o grupo. O homem nega essa versão.
Juliana estava em um mochilão pelo Sudeste Asiático desde fevereiro e já visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.
A embaixada brasileira na Indonésia acompanha o caso. Em nota, informou que o resgate foi adiado por causa do mau tempo e da baixa visibilidade. Uma equipe chegou a fornecer água e alimentos à jovem, mas ainda não conseguiu retirá-la do local.
O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e um dos destinos turísticos mais procurados por praticantes de trekking na região. A trilha é considerada de nível difícil, com trechos estreitos e escorregadios, principalmente em períodos de chuva.
