A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais trouxe novos detalhes sobre o assassinato do professor e corretor de imóveis Mailson Queiroz de Souza, morto em outubro, em Uberlândia. O crime, segundo o MP, foi resultado de um plano articulado a partir de um conflito pessoal envolvendo o círculo familiar da vítima.

Conforme a apuração, Mailson havia descoberto um relacionamento extraconjugal entre a esposa e o personal trainer Diego Pereira Almeida. A partir disso, passaram a ocorrer desentendimentos frequentes, com registros de ameaças e perseguições. Esse histórico, de acordo com o Ministério Público, teria sido decisivo para o desfecho violento.
Mailson foi executado no fim da tarde do dia 20 de outubro, na Rua Ingá, no bairro Morumbi. Ele estava dentro do veículo quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. O atirador, que estava na garupa, efetuou vários disparos e fugiu logo em seguida. O laudo pericial confirmou que a morte foi causada por hemorragia aguda após perfurações no tórax.
Além da atuação no mercado imobiliário, Mailson também lecionava História em uma escola estadual no bairro Tibery, onde trabalhava desde 2019. A morte teve forte impacto na comunidade escolar.
Segundo a denúncia, Diego contou com o apoio do irmão, Jonatan Michael Pereira, para colocar o plano em prática. Jonatan teria contratado Bruno César Gomes para realizar os disparos. Após o crime, os envolvidos abandonaram a motocicleta e deixaram a região em um carro de aplicativo, acionado previamente.
No dia do homicídio, a Polícia Militar ouviu a esposa da vítima, que confirmou o relacionamento extraconjugal. Conforme registrado, ela relatou que Mailson chegou a cogitar contratar alguém para matar Diego, mas desistiu. Diego negou a relação, embora no celular dele tenham sido localizadas mensagens atribuídas à vítima com teor de ameaça.
Jonatan confessou participação e afirmou que agiu a pedido do irmão. Ele também declarou que Diego vinha sendo ameaçado por Mailson antes do crime.
Diego Pereira Almeida e Jonatan Michael Pereira foram presos menos de 24 horas após o homicídio, em ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil, e permaneceram detidos no Presídio Professor Jacy de Assis.
