Crime em barbearia de Araguari teve motivação ligada a facções criminosas, diz PCMG 

Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de jovem em barbearia e indiciou cinco suspeitos que podem pegar até 84 anos de prisão.

Lorena Marques
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Gabriel Mourão, de 24 anos, ocorrida dentro de uma barbearia em Araguari. O crime aconteceu no dia 4 de junho no bairro Paraíso. Conforme as investigações policiais, uma disputa violenta entre facções criminosas rivais motivou o assassinato do jovem comerciante.

Indiciamento e penas severas

Ao final dos trabalhos investigativos, os delegados indiciaram cinco pessoas por homicídio qualificado, organização criminosa ultraviolenta e receptação. De acordo com a corporação, as penas somadas dos acusados podem atingir até 84 anos de reclusão. Atualmente, todos os suspeitos aguardam o julgamento final atrás das grades no sistema prisional da região.

Dinâmica do crime e prisões

Na data do crime, o atirador executou a vítima na Avenida Mato Grosso e fugiu rapidamente em um carro. Em seguida, os comparsas incendiaram o veículo para apagar os vestígios digitais e materiais do ato.

Contudo, a Polícia Militar agiu rápido e prendeu quatro suspeitos em flagrante ainda no mesmo dia. Os policiais localizaram um dos homens escondido em uma mata fechada, bem próximo ao local onde o automóvel queimado foi abandonado.

Posteriormente, os peritos analisaram celulares e cartões de memória apreendidos com o grupo. Com isso, os investigadores identificaram um quinto envolvido na ação criminosa. A Justiça aceitou prontamente o pedido dos delegados e decretou a prisão preventiva deste último suspeito.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Vítima morava há seis anos na cidade

O jovem Gabriel Mourão havia inaugurado o seu próprio comércio há cerca de oito meses antes de perder a vida. Ele residia em Araguari há seis anos, mas a família realizou o sepultamento no estado do Tocantins, sua terra natal. Agora, o Ministério Público de Minas Gerais analisará o relatório final do inquérito para oferecer a denúncia formal à Justiça nos próximos dias.

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