O desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza passou a ser tratado como homicídio pela Polícia Civil de Goiás. A mudança na linha de investigação ocorreu após a análise de indícios reunidos ao longo das apurações, que levaram a Delegacia de Homicídios a assumir oficialmente o caso.

Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado, em Caldas Novas (GO). A última imagem registrada mostra a corretora deixando o elevador do prédio onde morava. Desde então, não houve mais contato com familiares ou amigos, o que aumentou a mobilização das autoridades e reforçou a gravidade do caso.
Com a nova classificação, a Polícia Civil informou que foi criada uma força-tarefa para atuar nas investigações. Os trabalhos são coordenados pelo Grupo de Investigação de Homicídios, com apoio de equipes das delegacias da região. Segundo a corporação, detalhes sobre as diligências não serão divulgados para preservar o andamento do inquérito.
Paralelamente à investigação policial, o Ministério Público de Goiás apresentou denúncia contra o síndico do prédio onde a corretora residia, pelo crime de perseguição. A ação se refere a fatos anteriores ao desaparecimento e tramita de forma independente do inquérito que apura o possível homicídio.
De acordo com o MP, o síndico teria usado a função para vigiar a corretora por meio do sistema de câmeras do condomínio, além de adotar condutas repetidas de constrangimento. A denúncia também aponta interferências no fornecimento de serviços essenciais, como água, energia elétrica e gás, em imóveis administrados pela corretora.
Ainda conforme os autos, Daiane moveu 12 processos judiciais contra o síndico, entre ações cíveis e criminais. Onze seguem em andamento e um foi arquivado com decisão favorável à corretora. O Ministério Público esclareceu que, até o momento, não há comprovação formal de ligação direta entre esses processos e o desaparecimento.
Na ação penal, o MP pede a condenação criminal do síndico pelo crime de perseguição, além do pagamento de indenização mínima por danos morais, fixada em dois salários mínimos. O caso segue sob investigação.
