Policiais penais do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, flagraram nesta terça-feira (17) uma tentativa inusitada de ocultação de eletrônicos. Durante o banho de sol, policiais penais identificaram que um interno portava um aparelho celular e, ao ser abordado, o homem introduziu o dispositivo no ânus para evitar a apreensão.
O episódio mobilizou a unidade prisional e exigiu o uso de tecnologia para localizar o material. Diante da suspeita e da recusa do detento em colaborar, a direção do presídio determinou o retorno imediato de todos os presos às celas para uma revista geral.

Raio-X e ‘kit tecnológico’
A confirmação do crime veio após o suspeito ser submetido ao equipamento de escaneamento corporal (raio-x). As imagens revelaram que o “local oculto” guardava muito mais do que apenas um telefone.
Na revista íntima, após o flagrante tecnológico, foram retirados:
- 1 aparelho celular;
- 2 chips telefônicos;
- 4 placas solares (utilizadas para o carregamento de baterias dentro das celas);
- 2 baterias para minicelular.
Após o procedimento, o detento confessou a ocultação e solicitou um local adequado para expelir os objetos restantes. O uso de placas solares chama a atenção das autoridades, pois indica uma tentativa de autonomia energética para manter os aparelhos funcionando sem a necessidade de tomadas ou fiação interna.
A operação de varredura não se restringiu aos eletrônicos. No mesmo período, os policiais penais flagraram um segundo detento portando sete porções de maconha. Embora a quantidade fosse pequena (aproximadamente 0,03 grama), o registro reforça o alerta sobre a entrada de ilícitos na unidade.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que procedimentos administrativos foram instaurados para apurar como os materiais entraram no presídio. Os envolvidos devem responder por falta grave, o que pode impactar o tempo de cumprimento das penas e a perda de benefícios.
