Dez pessoas são detidas por pesca ilegal em Uberlândia

Grupo foi flagrado pela Polícia Ambiental na represa de Capim Branco 2; multas aplicadas aos infratores podem chegar a R$ 20 mil.

Lorena Marques
Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

A Polícia Militar de Meio Ambiente deteve dez pessoas por prática de pesca irregular na represa da Usina Hidrelétrica de Capim Branco 2, em Uberlândia. A ação aconteceu após denúncias anônimas na região de Martinésia, zona rural da cidade. Durante a fiscalização, os militares flagraram o grupo em um trecho onde a atividade é permanentemente proibida.

De acordo com a corporação, a equipe prendeu nove homens adultos e apreendeu um adolescente de 17 anos. Os suspeitos utilizavam molinetes e outros equipamentos em locais de risco. Além disso, os policiais identificaram pescadores que usavam arbaletes na mesma área restrita. Como resultado, todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos e responder pelos atos.

Penalidades e crimes ambientais

Segundo a Polícia Ambiental, pescar em locais proibidos configura crime ambiental grave. A legislação brasileira, por meio do artigo 34 da Lei 9.605, prevê penas que variam de um a três anos de detenção. Além da esfera criminal, os detidos enfrentam sanções administrativas pesadas. Por isso, a polícia aplicou autos de infração que, somados, podem atingir o valor de R$ 20 mil.

É importante ressaltar que a proibição no local não visa apenas a preservação das espécies. De fato, a restrição protege a vida dos próprios frequentadores. Portanto, respeitar as sinalizações evita tanto prejuízos financeiros quanto acidentes fatais.

Atualmente, os órgãos ambientais reforçam o monitoramento em toda a bacia hidrográfica da região. A meta é coibir práticas predatórias e garantir a segurança das áreas de preservação. Por fim, a polícia orienta que a população continue denunciando atividades suspeitas para proteger o ecossistema local.

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