A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, o inquérito que indiciou dois homens, de 22 e 49 anos, responsáveis por um açougue em Rio Paranaíba. A investigação confirmou crimes contra a saúde pública e as relações de consumo. Durante a fiscalização ocorrida em 8 de janeiro de 2026, os agentes encontraram carnes em decomposição e condições de higiene alarmantes no estabelecimento.

Condições insalubres e risco à saúde
A inspeção foi realizada pela Vigilância Sanitária Municipal com apoio do Cisalp. No local, os fiscais relataram um cenário de total desrespeito às normas sanitárias. Além do forte odor de carne podre, a equipe encontrou larvas e insetos dentro da câmara fria.
Ademais, os proprietários mantinham substâncias químicas impróprias para o consumo humano, como sal agropecuário, junto aos alimentos. A ausência de documentos sobre a origem dos produtos também reforçou a gravidade da situação. Segundo a polícia, o contato direto entre carnes cruas e alimentos prontos gerava risco imediato de contaminação aos clientes.
Ameaças e ocultação de provas
A operação não ocorreu de forma pacífica. De acordo com o inquérito, o investigado de 49 anos ameaçou os fiscais de morte durante o exercício de suas funções. Devido à hostilidade, a equipe precisou se retirar do local por segurança.
Posteriormente, a polícia apurou que o homem removeu carnes que já haviam sido lacradas para descarte. Essa atitude teve como objetivo ocultar as provas do crime e frustrar o trabalho da fiscalização.
Indiciamento e penalidades
Diante dos fatos, ambos os responsáveis responderão por crime contra as relações de consumo. Contudo, a situação do investigado mais velho é mais complexa. Ele também foi indiciado por ameaça e coação no curso do processo. O inquérito agora segue para o Poder Judiciário para as providências cabíveis.
