Um morador de 32 anos foi assassinado a tiros em Araxá, no Alto Paranaíba, depois de amparar a vizinha que correu até sua casa com o filho no colo para escapar das agressões do marido. O crime ocorreu quando o agressor invadiu o imóvel em busca da mulher.
De acordo com o registro policial, o morador acolheu a vizinha e fechou o portão, tentando evitar que o agressor entrasse. Minutos depois, o homem avançou com violência, arrombou a entrada e entrou no quintal. Ao ver a esposa do morador, ele se aproximou, momento em que a vítima tentou protegê-la e acabou atingida pelos disparos.
Mesmo ferido, o morador tentou se afastar, mas caiu poucos metros adiante. O atirador ainda tentou executar a vítima com mais um tiro, porém foi impedido pela esposa do morador, que se jogou sobre o corpo dele. Ela acabou ferida de raspão na perna. Assim que percebeu a movimentação dos vizinhos chamando a polícia, o agressor fugiu de motocicleta.
A vítima foi socorrida, mas não resistiu.
Com apoio de câmeras de monitoramento, equipes policiais seguiram para o endereço do pai do suspeito, onde localizaram um revólver calibre .38 sem munições e com registro vencido. O homem alegou ser o proprietário da arma. Em buscas pela região, o agressor foi encontrado, detido e levado à Delegacia de Plantão com a motocicleta utilizada na fuga.
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que discutia com a esposa e que teria sido confrontado pelo vizinho, justificando os tiros como “defesa própria”. Ele também apontou à polícia o local onde havia descartado a arma usada no crime, posteriormente recolhida em um terreno.
A mulher agredida, de 25 anos, relatou que vinha sofrendo ataques físicos — com socos, chutes e ameaças — e que correu para pedir ajuda com o filho nos braços. O agressor a seguiu e exigiu que ela saísse da casa, o que foi negado pelo morador, dando início ao ataque. A vítima apresentava hematomas no rosto, lesões na cabeça e escoriações. A idade da criança não foi divulgada e não há informação sobre ferimentos nela.
Relatos de vizinhos indicam que as brigas do casal eram frequentes.
O agressor permanece preso preventivamente por homicídio, tentativa de homicídio e violência doméstica. Em audiência de custódia, foram impostas medidas protetivas de urgência para a mulher e o filho, incluindo afastamento imediato e proibição de aproximação a menos de 200 metros.


