O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou, nesta quinta-feira (18), uma nova prisão preventiva do influenciador digital Lohan Ramires, de Uberlândia. Ele já soma 23 anos de condenações por crimes como associação criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e leva em conta o histórico de descumprimento de determinações judiciais, a condição de foragido e tentativas de prejudicar o andamento das investigações. Conforme apontado no processo, Lohan teria tentado induzir as autoridades ao erro ao usar procurações e declarações falsas para reaver veículos apreendidos durante as apurações.
Em setembro, o influenciador foi preso nos Emirados Árabes Unidos, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A captura ocorreu com apoio do MPMG, Polícia Civil, Polícia Federal e da própria Interpol. No entanto, ele foi colocado em liberdade após o pagamento de fiança de R$ 3 mil. Com a nova decisão judicial, o Ministério Público intensifica as medidas para viabilizar a extradição.
Desde 2021, Lohan Ramires foi alvo de ao menos três grandes operações policiais. A primeira, que investigou crimes como tráfico de drogas, receptação, estelionato e lavagem de capitais, resultou na sua primeira condenação. Já em 2023, outra operação apontou a suspeita de participação em um esquema articulado a partir de presídios, envolvendo supostos planos contra autoridades da segurança pública.
Ao longo das investigações, veículos de luxo, como uma BMW e uma Dodge Ram, avaliados em mais de R$ 400 mil cada, foram apreendidos. Em diferentes momentos, Lohan chegou a ser preso preventivamente, mas obteve liberdade por decisões judiciais ou pelo término do prazo das prisões cautelares. Agora, com o novo decreto de prisão, a Justiça reforça a necessidade de mantê-lo detido para garantir o andamento do processo.
