A Polícia Civil de Uberaba investigará a morte suspeita do cão comunitário Caramelo, ocorrida no bairro Uberaba I. De acordo com um laudo veterinário recente, o animal sofreu uma grave intoxicação por agente tóxico no dia 19 de junho. Consequentemente, moradores suspeitam de um envenenamento criminoso na região e cobram providências rápidas das autoridades locais.
O laudo do Hospital Veterinário da Uniube (HVU) constatou um quadro severo de gastrite aguda hemorrágica. No entanto, o exame laboratorial básico não consegue identificar o tipo de veneno utilizado. Por essa razão, a apuração policial será fundamental para esclarecer o crime e apontar os culpados.
Comunidade unida e com medo de novos ataques
Os moradores do bairro cuidavam de Caramelo com muito afeto há cerca de dois anos. Ele vivia na praça local acompanhado de Pintado, outro cão comunitário que agora vaga sozinho pelas ruas. Além disso, a vizinhança teme novos casos de envenenamento na região, pois outros animais também frequentam as calçadas diariamente.
Prefeitura repete resposta e gera críticas
Para além da gravidade do crime de maus-tratos, o caso reacendeu as críticas ao atendimento público na cidade. Uma moradora entrou em contato com a Superintendência de Bem-Estar Animal para pedir o recolhimento do corpo do cão. Entretanto, a pasta se limitou a enviar uma mensagem pelo WhatsApp afirmando categoricamente que “não recolhe animais”.
Curiosamente, essa mesma resposta fria motivou sérias reclamações da população há cerca de 30 dias. Na ocasião anterior, a Prefeitura de Uberaba reconheceu a falha e prometeu treinar as equipes de atendimento. Contudo, a repetição do problema mostra que as melhorias prometidas ainda não se consolidaram de forma prática.
Por fim, a Polícia Civil alerta que as pessoas não devem mexer ou descartar corpos de animais em casos de suspeita de crime. Essa atitude preventiva é indispensável para preservar as provas físicas e facilitar o trabalho dos peritos criminais.

