MPMG apresenta denúncia contra 10 suspeitos de furto de café em Carmo do Paranaíba

Grupo criminoso, que usava compartimentos ocultos em caminhões para fraudar pesagem, está preso preventivamente no Alto Paranaíba.

Lorena Marques
Foto: Divulgação/TJMG)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou dez membros de um grupo que furtava sacas de café beneficiado em propriedades rurais de Carmo do Paranaíba.

O grupo foi denunciado por furto qualificado e organização criminosa. Dois dos envolvidos, pai e filho, apontados como líderes, também responderão por posse e porte ilegal de arma de fogo.

Foto: Divulgação/TJMG)

A estrutura

De acordo com o MPMG, o esquema envolvia a adulteração de maquinário e veículos. A fraude consistia na instalação de compartimentos ocultos no interior dos caminhões utilizados no processo de beneficiamento.

Esses tanques ocultos eram, portanto, preenchidos com os grãos de café durante o trabalho nas fazendas. Com isso, o grupo conseguia reter parte do produto. Eles fraudavam a pesagem das máquinas e entravam nas fazendas com bolsões. Consequentemente, a diferença de peso não era detectada na saída da fazenda.

“Durante o beneficiamento, esses tanques ocultos eram enchidos com grãos de café, evitando, assim, a detecção da diferença de peso dos caminhões na saída da fazenda”, detalhou o Ministério Público.

Local de armazenamento e apreensões

Após o furto, o grupo criminoso transportava os veículos e o produto para pátios e galpões em Carmo do Paranaíba. Nesses locais, eles guardavam tanto o maquinário adulterado quanto as sacas de café furtadas.

A Promotoria de Justiça de Carmo do Paranaíba conduziu as investigações e apontou o funcionamento da fraude e a estrutura hierárquica da organização. O esquema envolvia pessoas do município e de cidades do estado do Espírito Santo.

Em agosto deste ano, as autoridades realizaram importantes apreensões. Eles localizaram em um galpão:

  • 171 sacas e 36 bags de café;
  • Um caminhão com compartimento oculto;
  • Um trator agrícola;
  • Uma folha com anotações sobre o esquema criminoso.

Os suspeitos se encontram presos preventivamente após as investigações detalharem o esquema criminoso. A denúncia abrange crimes que ocorreram nos anos de 2024 e 2025.

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