Namorada e amiga são presas por morte de homem em Patos de Minas 

Vítima de 51 anos foi dopada com calmante e afogada em um córrego; a suspeita é que as duas mulheres planejaram o assassinato por interesses financeiros.

Lorena Marques
Foto: PC/Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu duas mulheres suspeitas de planejar e executar a morte de um homem de 51 anos em Patos de Minas. A prisão preventiva ocorreu na noite da última terça-feira (7) e na quarta-feira (8). Segundo as investigações, a namorada da vítima e uma amiga atraíram o homem para um falso piquenique em abril deste ano. O crime, motivado por desentendimentos de teor financeiro, chocou os moradores do Alto Paranaíba.

O planejamento e a execução do crime

De acordo com as autoridades, a dupla começou a estruturar o assassinato cerca de um mês antes da execução. A namorada da vítima organizou o encontro em uma área rural e pediu segredo absoluto ao companheiro sobre o passeio. Além disso, ela contou com a ajuda de uma amiga próxima para colocar o plano macabro em prática.

No local combinado, as duas mulheres passaram a consumir bebidas alcoólicas com o homem. No entanto, elas misturaram o medicamento sedativo Clonazepam na bebida dele com o objetivo de diminuir sua capacidade de resistência física.

Logo após ingerir a substância, o homem sofreu um forte mal-estar. Aproveitando a vulnerabilidade extrema da vítima, as suspeitas o carregaram até a margem de um córrego próximo. Em seguida, as agressoras afogaram o homem mantendo a cabeça dele submersa à força na água.

Foto: PC/Divulgação

A Operação Latrodectus e a investigação

O corpo da vítima ficou desaparecido por cerca de um mês na região. Contudo, os investigadores da Polícia Civil localizaram o cadáver no dia 27 de maio, no bairro Barreiro, na zona rural de Patos de Minas.

Diante da complexidade do caso, as forças de segurança iniciaram uma apuração detalhada e batizaram a ação de Operação Latrodectus. O nome faz alusão científica à aranha viúva-negra, conhecida por matar o parceiro após o acasalamento.

O delegado de Crimes Contra a Vida, Luís Mauro Sampaio, explicou que o caso parecia difícil no início. No entanto, o trabalho de inteligência policial revelou indícios claros de premeditação. A análise de mensagens no celular do homem, enviadas pouco antes do sumiço, confirmou que ele pretendia encontrar a namorada no local do crime.

Prisão das investigadas

Com provas consideradas robustas, a Justiça decretou a prisão preventiva das duas mulheres por homicídio qualificado por motivo torpe. A investigação indiciou a namorada pela execução direta do homicídio. Por outro lado, a amiga responderá por arquitetar o plano de dopagem e sugerir o calmante utilizado na ação.

Após a abordagem policial, os agentes encaminharam as mulheres para o presídio de Presidente Olegário. Ambas permanecem agora presas e totalmente à disposição do Poder Judiciário.

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