O advogado Aziz Mussa, morador de Ituiutaba, divulgou um desabafo nas redes sociais após a morte do filho, Matthew Cruz Mussa, 5, que caiu da janela do banheiro de um apartamento no 12º andar em Uberlândia, na última sexta-feira (28). A tragédia reacendeu o debate sobre segurança em condomínios verticais e ausência de dispositivos de proteção obrigatórios em janelas.
Em publicação, o pai lamentou a perda e criticou a falta de mecanismos de segurança no imóvel. “E pensar que uma janela como essa é capaz de salvar uma vida. Fico me perguntando… por qual motivo não instalar este modelo? Por que não pensar um pouco com a cabeça? Quantos ainda terão que perder a vida para que cuidados com segurança passem a ser obrigatórios em condomínios verticais? Não é revolta… é revoltante saber que esse pequeno detalhe teria evitado a perda precoce do Matthew. Espero que o que aconteceu na nossa família sirva, ao menos, para que tragédias como essa não se repitam”, escreveu.
Segundo a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, Matthew estava sozinho no apartamento no momento do acidente, no Bairro Grand Ville, Zona Leste de Uberlândia. A queda ocorreu por volta das 7h25, de uma altura de aproximadamente 35 metros. A morte foi confirmada no local pelos bombeiros.
No banheiro, policiais encontraram uma mesa e uma cadeirinha de plástico infantil posicionadas abaixo da janela, indício de que a criança pode ter subido nos móveis para alcançar o local.

A janela, segundo o Corpo de Bombeiros, era a única do apartamento sem tela de proteção. Ela também não contava com limitador de abertura, dispositivo que restringe a abertura a cerca de 10 centímetros e que está presente em outras unidades da mesma torre.
Em depoimento à PM, a mãe de Matthew, Emily Linhares, relatou que acordou por volta das 6h30 para ir à academia do condomínio e deixou o filho dormindo. O pai estava no trabalho. Nesse intervalo, a criança teria acordado e ido até o banheiro.
No entanto, em entrevista coletiva, o advogado de defesa de Emily, Thiago Honório, afirmou que ela não foi à academia, mas sim à lavanderia do prédio, espaço que havia sido reservado previamente por aplicativo. Segundo ele, a criança ficou sozinha por cerca de 10 minutos. “Um período muito curto, o que demonstra a fatalidade”, disse.
Moradores relataram ter ouvido gritos e pedido de ajuda por volta das 7h30. Uma testemunha disse à PM que viu a criança caída ao chão ao passar pela calçada em frente ao bloco 3.
Emily recebeu atendimento médico por causa do estado emocional e foi conduzida à delegacia. A prisão não foi ratificada. A Polícia Civil informou que não foram identificados elementos mínimos que configurassem o crime de abandono de incapaz.
Segundo a corporação, para que o crime seja caracterizado é necessário haver intenção deliberada de abandonar a vítima, expondo-a a risco imediato, circunstância que não se aplica ao caso, segundo o delegado responsável.
A investigação continuará com análises periciais e apurações complementares para esclarecer integralmente as circunstâncias da morte do menino.



O Dr. Aziz Mussa é PAI da Emilly Linhares, mãe da criança. Portanto, ele é AVÔ da criança!