A perícia realizada no corpo da corretora de imóveis encontrada morta em uma área de mata em Caldas Novas, no sul de Goiás, identificou um projétil alojado no crânio da vítima. A informação foi repassada e divulgada pela CNN Brasil; pelo advogado da família, que acompanha o caso, e divulgada nesta segunda-feira (2).

Apesar do relato, a Polícia Técnico-Científica informou que os exames ainda não foram concluídos e que, até a liberação oficial dos laudos, não é possível confirmar formalmente a existência da bala encontrada durante a perícia.
As investigações também apuram a apreensão de um aparelho celular localizado na tubulação de esgoto do condomínio onde a corretora morava. O telefone será periciado para verificar se pertence à vítima. De acordo com o advogado, o local onde o objeto foi encontrado teria sido indicado pelo próprio investigado durante uma etapa complementar da reconstituição do crime.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a morte tenha ocorrido em um intervalo curto de tempo. Imagens de câmeras de segurança mostram que a vítima deixa de aparecer nos registros por volta das 19h e, cerca de oito minutos depois, apenas outra moradora passa pelo local onde o crime teria acontecido.
Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil de Goiás informou que o síndico do condomínio colaborou com as investigações ao indicar o ponto onde o corpo foi abandonado. A apuração aponta que a vítima foi atraída até o subsolo do prédio após o desligamento proposital da energia elétrica de seu apartamento, momento em que teria sido abordada enquanto registrava os medidores.
Segundo a análise dos investigadores, a corretora foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida. Não há imagens que mostrem a movimentação do principal suspeito no horário do crime, já que ele não utilizou os elevadores e as escadas não eram monitoradas por câmeras.
Ainda conforme a polícia, um familiar do investigado foi preso por suspeita de interferir nas investigações, após supostamente substituir um aparelho celular e praticar outras ações para dificultar a produção de provas.
A Polícia Civil concluiu que o síndico reunia meios, motivação e oportunidade para o crime, com base em um histórico de conflitos e em processos judiciais movidos pela vítima. Ele deve responder por homicídio e ocultação de cadáver.
Com informações da CNN Brasil.
