A Polícia Civil de Minas Gerais apura a denúncia de que uma criança autista teria sido vítima de agressões enquanto estava na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. O caso veio à tona após a mãe identificar hematomas no corpo da filha ao buscá-la na instituição no fim de semana.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher afirmou que retirou a roupa da menina ao chegar em casa e encontrou marcas nas costas. Diante do que classificou como sinais de violência, procurou a Polícia Militar para registrar a denúncia.
Ao retornar à unidade e questionar funcionários sobre o ocorrido, a mãe foi informada de que “nada havia acontecido” durante o período em que a criança permaneceu no local. A Apae não possui câmeras instaladas em salas de aula ou áreas de circulação interna, o que dificulta a verificação imediata dos fatos. A menina passou por exame de corpo de delito, e a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a suspeita.
Conforme a Polícia Civil, há indícios preliminares de que as agressões possam ter ocorrido dentro da instituição.
Em nota, a Apae de Ituiutaba declarou que está colaborando integralmente com as autoridades e que iniciou uma apuração interna. A direção reafirmou compromisso com a proteção e o bem-estar dos alunos atendidos pela instituição.
“A Apae Ituiutaba tem empenhado todos os esforços para apurar plenamente os fatos e garantir que medidas rigorosas sejam adotadas, incluindo eventual responsabilização, caso seja comprovada qualquer irregularidade”, diz o comunicado.
A entidade destacou ainda que repudia qualquer forma de violência e continuará trabalhando para assegurar um ambiente seguro e acolhedor para alunos e famílias.
A Polícia Civil deve analisar imagens externas que possam auxiliar na reconstrução do trajeto da criança, além de ouvir funcionários, responsáveis e demais pessoas que estiveram na unidade. O resultado do exame de corpo de delito também deverá orientar a linha da investigação.

