Polícia deflagra Operação Apate em postos de combustíveis de Uberlândia

Ação conjunta em Minas Gerais chega à terceira fase e mira a qualidade dos combustíveis e a segurança do consumidor.

Lorena Marques
Foto: Tiago Ciccarini /Sejusp-MG

A Operação Apate, ação conjunta de fiscalização coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), chegou à sua terceira fase com foco em postos de combustíveis em Belo Horizonte e mais dez cidades mineiras. Dentre as cidades fiscalizadas, Uberlândia recebeu atenção especial nas etapas iniciais, quando 45 estabelecimentos foram inspecionados para garantir a qualidade dos combustíveis, a regularidade das instalações e a segurança para os consumidores.

Ao todo, 206 profissionais de 12 instituições diferentes atuaram na operação, que busca reprimir a formação de cartéis e assegurar que as empresas operem dentro da lei. A operação reforça o compromisso do estado com a proteção dos cidadãos, conforme destacou Rogério Greco, secretário da Sejusp-MG.

As duas primeiras fases da operação incluíram alvos em Uberlândia, Juiz de Fora, Poços de Caldas, Três Pontas, Montes Claros, Patos de Minas, Itabirito e Campo Belo. Na terceira e mais recente fase, as equipes atuaram em Belo Horizonte, Contagem e Betim.

As fiscalizações resultaram em um balanço significativo:

  • 45 postos inspecionados.
  • 199 bombas aferidas.
  • 5 postos e 38 bombas interditados.
  • 203 testes de qualidade dos combustíveis.
  • 78 autos de infração.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) identificou 70 irregularidades e lavrou 48 boletins de ocorrência, principalmente relacionados aos sistemas de combate a incêndio.

A força-tarefa mobilizou diversas instituições para cobrir todas as frentes de fiscalização. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Procon-MG se concentraram nos testes de qualidade, avaliando pureza e densidade dos combustíveis.

O Instituto de Metrologia e Qualidade (Ipem) fiscalizou as bombas para garantir que o volume entregue corresponde ao volume pago, além de inspecionar mangueiras, painéis e bicos. Já o CBMMG verificou o cumprimento das normas de segurança contra incêndio e pânico.

Além das já citadas, a operação contou com a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Fórum dos Procons Mineiros e Prefeitura de Belo Horizonte.

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