A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Areia Negra para combater a mineração clandestina na represa de Volta Grande, localizada no oeste de Minas Gerais. A ação policial conta com o apoio de militares ambientais de Uberaba e de Franca, no estado de São Paulo.
As investigações começaram em setembro de 2024. Na época, os policiais flagraram uma balsa de uma empresa de Aramina extraindo areia fora do limite permitido De acordo com a corporação, o local invadido pertence a outra mineradora. Posteriormente, as autoridades registraram outros sete episódios semelhantes até Outubro daquele ano, o que indica uma prática frequente de extração mineral irregular.
Consequências ambientais e mandados judiciais
Durante a operação de hoje, as equipes cumpriram dois mandados de busca e apreensão. O primeiro endereço alvo foi a sede da mineradora, em Aramina. O segundo mandado foi cumprido na própria draga que fazia a extração investigada, na região de Uberaba.
Além das buscas, os policiais vão colher depoimentos de testemunhas e de investigados. A corporação também acionou a Agência Nacional de Mineração (ANM) para analisar a regularidade de todas as autorizações da empresa suspeita.
De fato, a extração ilegal de areia em cursos d’água gera graves problemas para a natureza. Entre as principais consequências estão o assoreamento dos rios, mudanças drásticas nos ecossistemas aquáticos e danos severos à fauna e à flora locais.
Portanto, os envolvidos podem responder por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais e na Lei dos Crimes contra a Ordem Econômica. Essas legislações punem tanto a exploração de recursos minerais sem autorização quanto a usurpação de áreas de lavra que pertencem a terceiros.







