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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Ocorrências > Rachadinha: ex-vereador terá de devolver mais de R$ 1,8 milhão aos cofres públicos
Ocorrências

Rachadinha: ex-vereador terá de devolver mais de R$ 1,8 milhão aos cofres públicos

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 5 de dezembro de 2025, 12:23
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O ex-vereador de Belo Horizonte Sandro Saltara e três assessores foram condenados por atos de improbidade administrativa em um esquema de “rachadinha” que envolvia a contratação de funcionários fantasmas. A decisão é do juiz Mateus Bicalho de Melo Chavinho, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca da capital mineira.

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Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Saltara nomeou uma amante para um cargo em comissão durante seu mandato. A mulher recebia salários regularmente, embora nunca tivesse comparecido ao local de trabalho. Para o órgão, o relacionamento extraconjugal foi o único motivo da nomeação, configurando nepotismo e favorecimento indevido.

A investigação também identificou irregularidades na nomeação de um casal para funções comissionadas no gabinete do então vereador. De acordo com a denúncia, os três combinaram previamente que os dois seriam nomeados, mas dispensados de exercer atividade funcional de forma regular.

Parte dos salários pagos aos nomeados era repassada diretamente a Saltara, por meio de transferências bancárias e saques em espécie. O esquema foi descoberto após a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça.

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Na sentença, o juiz Mateus Chavinho afirmou que o ex-vereador atuou de maneira consciente e intencional ao permitir que a companheira recebesse recursos públicos sem trabalhar. O magistrado também ressaltou que a mulher tinha plena ciência da ilegalidade ao aceitar um cargo sem qualquer atribuição.

“Restam plenamente demonstrados, nesse primeiro núcleo fático, o dolo específico de ambos os réus”, escreveu o juiz.

Sobre o casal, o magistrado destacou que as provas anexadas ao processo apontam para um esquema estruturado e contínuo de desvio de recursos públicos mediante contratações fictícias e repasses mensais de parte dos salários ao parlamentar.

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“Os elementos de prova presentes no Inquérito Civil revelam que os três agentes atuaram de modo concertado, tendo prévio ajuste para as nomeações, a dispensa integral ou parcial do cumprimento das funções e o repasse mensal de salários ao vereador”, registrou.

A Justiça determinou que Saltara e sua companheira devolvam R$ 637,6 mil aos cofres públicos. Já o ex-parlamentar, o assessor técnico e a assessora de redação deverão ressarcir, em conjunto, R$ 1,25 milhão. O ex-vereador também teve os direitos políticos suspensos por 14 anos.

O processo tramita sob o nº 5159019-47.2020.8.13.0024.

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