Suspeito de vingar a morte da mãe é preso em Frutal

O crime ocorreu em março deste ano; o ex-padrasto da vítima havia assassinado a mãe do jovem a facadas há dez anos.

Lorena Marques
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

A Polícia Militar prendeu, nesta quinta-feira (25), um jovem de 19 anos suspeito de matar o ex-padrasto em Frutal, no Triângulo Mineiro. O homicídio aconteceu no dia 31 de março deste ano, bem em frente a uma unidade de saúde local. A principal linha de investigação aponta para um acerto de contas, visto que o homem assassinado havia tirado a vida da mãe do rapaz há uma década.

Ação policial e tentativa de fuga

De acordo com os militares, um policial de folga avistou o suspeito no bairro Santos Dumont. Rapidamente, ele repassou as informações para as equipes de serviço, que se deslocaram até a rua Belo Horizonte.

Ao perceber a aproximação das viaturas, o rapaz tentou escapar pulando os muros de diversas residências vizinhas. No entanto, os policiais montaram um cerco eficiente no quarteirão, alcançaram o jovem e efetuaram a prisão. Em seguida, a equipe o conduziu diretamente para a Delegacia de Polícia Civil de Frutal.

Execução em frente a posto de saúde

O suspeito já era considerado foragido pela Justiça desde a conclusão do inquérito policial em maio. Na ocasião do crime, câmeras de segurança registraram toda a ação violenta do atirador.

A vítima aguardava a atual esposa em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) quando o ataque aconteceu. De repente, o jovem o surpreendeu e efetuou diversos disparos pelas costas do homem, que faleceu antes mesmo do socorro médico chegar. Além disso, as investigações revelam que o rapaz monitorou atentamente a rotina do ex-padrasto por cerca de dois meses antes de consumar o plano.

Trauma de infância e o crime de 2016

A motivação do homicídio remonta a um trágico episódio ocorrido em julho de 2016, também em Frutal. Naquela época, o ex-padrasto assassinou a companheira, que era mãe do jovem, com cerca de 20 facadas durante um churrasco familiar.

O ataque brutal aconteceu de maneira repentina e teve como motivação o sentimento de ciúmes. O fato mais marcante e doloroso é que o jovem, que tinha apenas 9 anos de idade na época, presenciou todo o assassinato de sua mãe sem poder defendê-la.

Situação penal do ex-padrasto

A Justiça havia condenado inicialmente o agressor a 22 anos de reclusão pelo feminicídio. Contudo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anulou o julgamento devido a falhas técnicas na tipificação penal do caso.

Posteriormente, a falta de vagas no sistema prisional convencional beneficiou o réu. Dessa forma, ele obteve o direito de cumprir a pena em regime de prisão domiciliar no início de 2026. Essa soltura gerou enorme revolta familiar e culminou na trágica emboscada de março. Com a prisão do jovem nesta semana, o caso ganha agora um novo desfecho na justiça mineira.

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