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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Ocorrências > TJMG mantém condenação de ex-vereadora Pâmela Volp por extorsão em Uberlândia
Ocorrências

TJMG mantém condenação de ex-vereadora Pâmela Volp por extorsão em Uberlândia

Segunda instância confirma pena de 7 anos de prisão; Justiça retirou pagamento de indenização por danos morais à vítima

Carlos Cravinhos
Por
Carlos Cravinhos
Publicado 27 de fevereiro de 2026, 9:56
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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou, em segunda instância, a condenação da ex-vereadora de Uberlândia Pâmela Volp por extorsão mediante grave ameaça. A decisão mantém a sentença de sete anos de reclusão em regime inicial semiaberto. O caso, ocorrido no Triângulo Mineiro, envolve a exploração de pontos de prostituição e violência contra uma mulher trans.

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Uma segunda mulher, apontada como cúmplice de Volp na ação criminosa, também teve sua condenação ratificada pelo colegiado, com pena fixada em seis anos de reclusão.

A condenação é desdobramento da Operação Libertas, deflagrada em novembro de 2021 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A investigação mirou uma organização criminosa suspeita de monopolizar a exploração sexual na região por meio de ameaças, agressões e homicídios.

Segundo a denúncia do MPMG, em novembro de 2021, no bairro Dona Zulmira, Pâmela Volp teria utilizado armas de fogo, facas e uma barra de ferro para coagir uma travesti que trabalhava como garota de programa. O objetivo era forçar o pagamento de uma “diária” para que a vítima pudesse ocupar o ponto de prostituição.

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De acordo com o relato do Ministério Público, a ex-parlamentar teria confrontado a vítima portando um revólver. “Sai daqui que eu vou te matar; já chega, sou a dona da cidade. Aqui não vai ficar ninguém sem pagar”, teria dito Volp, segundo os autos. Ao tentar fugir para evitar agressões físicas, a vítima ouviu a ex-vereadora ordenar a comparsas que “acabaria com a palhaçada” e que ninguém trabalharia na cidade sem seu consentimento financeiro.

Apesar de manter a privação de liberdade, os desembargadores do TJMG reformaram partes da sentença de primeiro grau. O colegiado decidiu retirar a obrigatoriedade do pagamento de uma indenização por danos morais à vítima, anteriormente fixada em R$ 20 mil.

Além disso, a Justiça afastou a perda de um veículo apreendido durante as investigações. A decisão levou em conta que a propriedade do bem era apenas parcialmente atribuída à ex-vereadora.

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Pâmela Volp, que é uma mulher trans e baseou sua trajetória política na defesa dos direitos LGBTQIAPN+, acumula outros reveses jurídicos e políticos:

  • Cassação: Em maio de 2020, antes da Operação Libertas, Volp teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal de Uberlândia por uso irregular de verba indenizatória e falta de comprovação de gastos de gabinete.
  • Tráfico Humano: Em 2014, a ex-política já havia sido condenada por tráfico internacional de pessoas.

A defesa da ex-vereadora não foi localizada para comentar a decisão da segunda instância até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Foto: Reprodução/Instagram

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