A Polícia Civil encerrou o inquérito que investigava o homicídio de uma farmacêutica em Uberlândia e encaminhou o caso ao Ministério Público e à Justiça. Segundo a corporação, as apurações confirmaram que o crime foi planejado e executado de forma coordenada por uma médica, moradora de Itumbiara, e por um homem que vivia na mesma vizinhança dela.

Durante os primeiros passos da investigação, o filho do suspeito chegou a ser detido temporariamente, mas foi liberado após a análise dos elementos coletados não apontar participação dele no caso.
A médica e o executor foram presos temporariamente por 30 dias. Posteriormente, com o surgimento de novas provas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões temporárias em preventivas, medida que foi deferida. Assim, ambos permanecerão detidos por tempo indeterminado.
Na fase final do procedimento, os investigadores reuniram depoimentos, diligências e laudos periciais que reforçaram a participação da dupla. A médica, além de articular o homicídio com o executor, teria dado suporte logístico no momento do crime, destruído evidências e ainda falsificado um prontuário médico para tentar construir um álibi. A manobra incluía o registro de uma ata notarial indicando que ela estaria em atendimento no exato horário do assassinato.
Com a consolidação das provas, os dois foram indiciados por homicídio qualificado — por motivo torpe, mediante pagamento e emboscada — além de uso de documento falso, fraude processual e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Os investigados seguem presos: a mulher na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga e o homem no Presídio Professor Jacy de Assis, ambos à disposição da Justiça.
