O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou, nesta semana, uma nova versão da Lista de Procurados SUSP, plataforma que reúne criminosos considerados estratégicos para o enfrentamento ao crime organizado no país. A atualização destaca oito foragidos ligados a Minas Gerais, selecionados com base na gravidade dos crimes, nos vínculos com facções e na existência de mandados de prisão em aberto.
A iniciativa integra o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e busca ampliar a cooperação entre estados, além de fortalecer ações conjuntas contra organizações criminosas. Segundo o governo federal, o objetivo central é facilitar o acesso da população a informações verificadas e estimular denúncias anônimas que auxiliem na localização dos procurados.

Quem são os mais procurados de MG
Anderson Ferreira Santos, o “Andinha”
Apontado como chefe da facção Família Teófilo Otoni (FTO), braço regional do Comando Vermelho no Vale do Mucuri e no Jequitinhonha. Também conhecido como “Bala”, acumula condenações por organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Douglas de Azevedo Carvalho, o “Mancha”
Investigado por tráfico de drogas e roubo de cargas, possui ligações com o Comando Vermelho. Já teve operações rastreadas em Escarpas do Lago, em Capitólio. Responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Rafael Carlos da Silva Ferreira, o “Rafael Paraíba”
Identificado como chefe do TCP no Morro da Mineira, no Complexo do São Carlos (RJ), e também liderança da organização “Sala Vip”, que controla pontos de tráfico no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte.
Marcelo Jaime Gonçalves, o “Marcelinho Pisca-Pisca”
Apontado como ex-líder da gangue do Beco dos Ratos, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. É considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Minas e possui condenações por homicídios e tráfico.
Paulo Sérgio Sousa da Silva Júnior
Identificado como um dos criminosos mais perigosos do estado no cometimento de roubos e sequestros. Teve a liberdade condicional suspensa após ser acusado de reincidir. Já foi condenado por extorsão mediante sequestro.
Dalmo Gomes dos Santos, o “Pantera” ou “Rebelde”
Apontado como um dos chefes do PCC em Minas Gerais. Possui condenações por homicídio, tráfico e extorsão mediante sequestro. Em 2017, foi resgatado por comparsas em uma ação armada na Apac de Santa Luzia.
Ângelo Gonçalves de Miranda Filho, o “Pezão”
Também identificado como liderança do PCC no estado. Já foi condenado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Sonny Clay Dutra, o “Nycolas”
Considerado um dos maiores traficantes de Minas, com conexões com fornecedores de drogas do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. Já foi preso enquanto atuava como cartola e jogador de futebol amador do Peñarol de Ouro Preto. Possui condenações por tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Como o governo define quem entra na lista
Cada estado deve indicar oito nomes prioritários, com base em três critérios:
- Envolvimento em crimes graves ou hediondos;
- Participação em organizações criminosas;
- Existência de mandados de prisão ativos.
Embora os suspeitos estejam associados ao estado onde seus mandados foram expedidos, eles podem estar escondidos em qualquer região do país. O Ministério da Justiça explica que a lista não representa todos os foragidos brasileiros, mas apenas aqueles considerados mais estratégicos para ações de segurança pública.
