Em entrevista ao Regionalzão, o vice-governador Mateus Simões comentou a possibilidade de Cleitinho disputar o governo em 2026 e foi direto:
“A candidatura dele não assusta, mas preocupa.”
A frase resume o momento político.
Segundo turno no radar
Simões explicou que a eventual entrada de Cleitinho na disputa praticamente levaria a eleição para o segundo turno.
“A presença do Cleitinho praticamente nos leva para um segundo turno. E isso é ruim porque possibilita à esquerda flertar com a possibilidade de voltar ao poder em Minas”, afirmou.
A análise é estratégica. O campo da centro-direita, hoje majoritário no Estado, pode se fragmentar.
Unificado, tem vantagem. Dividido, abre espaço.
Relação pessoal e cálculo político
Apesar do alerta, Simões adotou tom conciliador. Disse que conversa com Cleitinho com frequência e que ambos estão na política desde 2016.
“Eu continuo achando que ele tem um papel muito importante no Senado”, afirmou.
A fala segue a linha já utilizada em relação a outras lideranças do campo conservador: evitar confronto direto e manter diálogo aberto.
Lula, PT e o eleitor mineiro
Simões também fez distinção entre o eleitorado de Luiz Inácio Lula da Silva e o PT em Minas.
Segundo ele, Lula ainda possui voto no Estado, mas o PT está enfraquecido localmente.
A preocupação, portanto, não é apenas Cleitinho como adversário. É o efeito colateral da divisão.
O jogo da unificação
A fala do vice-governador revela o foco central da estratégia governista: unificar o campo da direita e centro-direita para evitar riscos desnecessários.
Cleitinho é popular. Tem base própria. E capacidade de mobilização.
Se entra, muda o cenário.
Se permanecer no Senado, mantém o equilíbrio atual.
Em Minas, 2026 começa a ser desenhado não apenas por quem quer disputar — mas por quem decide não disputar.
E a decisão de Cleitinho pode ser uma das mais relevantes do tabuleiro.
Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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