“Absurda”, afirma Zago sobre denúncia que pede sua cassação

Vereador nega cobrança em evento no plenário da Câmara de Uberlândia e aponta motivação política.

Adelino Júnior
Adriano Zago discursa ao microfone no plenário da Câmara Municipal de Uberlândia, com bandeiras ao fundo.
Vereador Adriano Zago (Avante) durante pronunciamento no plenário da Câmara de Uberlândia. Foto: Aline Rezende

O vereador Adriano Zago (Avante) respondeu ao pedido de cassação protocolado nesta segunda-feira (20) na Câmara Municipal de Uberlândia. Ele classificou a acusação como “absurda” e negou que tenha havido cobrança de inscrições para o evento realizado no plenário Homero Santos.

“Alegam que nós usamos o plenário de forma indevida, cobrando por palestras, o que não é verdade. O evento foi gratuito e de interesse público”, disse Zago. Segundo o parlamentar, o encontro tratou de temas ligados à naturologia biomédica e práticas integrativas e ocorreu “em razão da autoria da lei que instituiu o Plano Municipal de Práticas Integrativas” em Uberlândia.

O que diz Zago

“Acredito que isso não passa de uma perseguição política, e vamos descobrir quem de fato está por trás dessa denúncia”, afirmou o vereador.

Zago sustenta que a utilização do espaço atendeu às regras internas da Casa e reitera que não houve exploração econômica do plenário. A defesa promete apresentar registros do convite e dos palestrantes como contraprova.

Bastidores e comparação com casos recentes

A resposta de Zago recoloca o caso no campo político. Ao contrário de Queijinho, que integra a base aliada e teve uma denúncia arquivada recentemente, Zago é um dos críticos mais duros da atual administração. O contraste alimenta leituras de que o processo terá influência direta nas dinâmicas de plenário e nas negociações por espaços de liderança.

Adriano Zago discursa ao microfone no plenário da Câmara Municipal de Uberlândia, com bandeiras ao fundo.
Vereador Adriano Zago (Avante) durante pronunciamento no plenário da Câmara de Uberlândia. Foto: Aline Rezende

Próximos passos

Se o caso seguir o mesmo procedimento adotado na denúncia contra Queijinho, o documento deverá ser lido em plenário antes da deliberação sobre a abertura da Comissão Processante. A votação ocorre por maioria simples e de forma não nominal, com o tradicional chamado do presidente: “os vereadores que concordam com a abertura do processo, permaneçam como estão”. Na ocasião anterior, Zago chegou a se manifestar durante a discussão. Caso o processo seja instaurado, o vereador terá prazo para apresentar defesa e acompanhar todas as etapas da instrução. A expectativa é de um debate acalorado entre base governista, independentes e oposição.


Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.

Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário
Coluna Poder

Os bastidores da política antes de todo mundo

Entre no grupo Bastidores com Adelino no WhatsApp e receba direto no seu celular os furos, análises e o que ainda não saiu na coluna.

Entrar no grupo