A política mineira começou a se reorganizar para 2026. E um dos movimentos mais relevantes dos bastidores foi a chegada do deputado federal Zé Vitor à presidência do PL em Minas Gerais.
Mais do que assumir o comando partidário, Zé Vitor passa a ocupar posição estratégica na construção das alianças que devem definir o futuro da direita mineira — e influenciar diretamente o cenário nacional.
Do interior do Cerrado Mineiro para o núcleo das decisões políticas do Estado, Zé Vitor consolida-se como articulador das composições que devem redesenhar o cenário político de Minas em 2026.
O desafio não é simples.
O PL reúne hoje algumas das principais forças políticas do Estado: Nikolas Ferreira, um dos maiores fenômenos eleitorais do país; Domingos Sávio, prioridade do partido para o Senado; além de nomes como Flávio Roscoe e Vittorio Medioli, que seguem inseridos nas discussões sobre a construção majoritária.
Fora do partido, mas diretamente conectados ao tabuleiro da direita mineira, aparecem ainda Cleitinho Azevedo, do Republicanos, líder em boa parte das pesquisas para o Governo de Minas, e o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, também filiado ao Republicanos.
Em meio a esse cenário, Zé Vitor começa a ganhar relevância justamente por exercer um papel raro na política atual: o de articulador.
Sem disputar espaço pessoal nas chapas majoritárias, passa a coordenar conversas, aproximar lideranças e construir convergência em um ambiente naturalmente marcado por interesses distintos e projetos individuais.
Paralelamente, mantém boa relação institucional com o atual governador Mateus Simões, do PSD — movimento que reforça sua capacidade de diálogo e compreensão de que grandes construções políticas exigem pontes abertas e maturidade.
Tudo isso possui impacto direto no cenário nacional.
Dentro do PL, Minas Gerais é tratada como peça-chave para a sustentação do projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Historicamente decisivo nas eleições presidenciais, o Estado volta a ocupar posição central na estratégia nacional do partido.
Natural do Triângulo Mineiro e com forte atuação no Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, Zé Vitor também simboliza o fortalecimento político do interior produtivo do Estado — especialmente das regiões ligadas ao agro, ao cooperativismo e ao setor produtivo.
No fim, talvez o principal movimento da política mineira neste momento não esteja apenas nos nomes que disputarão o Governo.
Mas em quem está organizando a mesa onde essas decisões serão tomadas.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

