A reta final do prazo para filiações partidárias em Minas Gerais teve mais uma movimentação estratégica nos bastidores. Liderança ligada à habitação popular, Maykon Delfino oficializou sua saída do MDB para se filiar ao PSB, reforçando um campo político que tenta ganhar musculatura em pautas sociais no estado.
A mudança acontece no momento em que diferentes grupos reorganizam posições de olho nas eleições de 2026. No caso do PSB, o movimento também dialoga com as articulações em torno do senador Rodrigo Pacheco, nome que segue no radar para disputar o governo de Minas.
Maykon chega ao novo partido carregando um capital político específico: atuação consolidada na área da moradia popular. Com presença em diversos municípios, especialmente em Uberlândia e no Triângulo Mineiro, ele construiu espaço em debates sobre déficit habitacional, regularização fundiária e políticas públicas para famílias de baixa renda.
Nos bastidores, aliados avaliam que a entrada fortalece justamente uma pauta que pode ganhar peso no debate eleitoral.
Reacomodação interna no grupo político
A filiação de Maykon também reorganiza o desenho das candidaturas dentro do mesmo campo político.
A vereadora Amanda Gondim, que vinha sendo citada como possível nome para disputar vaga na Câmara Federal, aparece nos bastidores como uma possível peça desse rearranjo político. Entre interlocutores do grupo, existe a especulação de que ela possa concentrar esforços em uma candidatura para deputada estadual.
A leitura nos bastidores é de ajuste estratégico. Em vez de concentrar candidaturas em uma mesma faixa eleitoral, o grupo amplia presença em diferentes disputas e melhora a distribuição regional de forças.
Moradia pode ganhar protagonismo em 2026
Em Minas Gerais, o déficit habitacional segue como um dos grandes desafios sociais, especialmente em centros urbanos em expansão.
Por isso, a chegada de Maykon Delfino ao PSB é vista além de uma simples troca partidária. O movimento sinaliza tentativa de transformar a habitação em bandeira eleitoral mais central no próximo ciclo político.
Se essa pauta vai, de fato, ganhar protagonismo dependerá da capacidade de transformar discurso em capilaridade eleitoral.
Por enquanto, o gesto de última hora mostra que, mesmo ao apagar das luzes, ainda há peças importantes sendo movidas no tabuleiro mineiro.
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Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, com análises exclusivas da política em Uberlândia, no Triângulo Mineiro e em Minas Gerais. Sugestões, informações e denúncias também podem ser enviadas pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

