O Projeto de Lei Ordinária nº 835/2025, que endurece regras para criação, circulação e apreensão de animais de grande porte em Uberlândia, foi retirado da pauta da 7ª Reunião Ordinária da Câmara nesta terça-feira (09/12), poucas horas após a publicação da matéria exclusiva do Regionalzão detalhando o impacto da proposta sobre cavalgadas e eventos com equinos.
A retirada chamou atenção nos bastidores, já que o projeto estava confirmado na ordem do dia — item 7 — com previsão de votação simbólica em 1ª discussão. O texto concentrava poderes na SMAGRO para autorizar e fiscalizar cavalgadas, além de criar novas penalidades para animais soltos na área urbana.
Bastidores da retirada
A retirada do projeto ocorreu também para permitir que a proposta seja discutida com mais profundidade entre os vereadores e setores envolvidos. Segundo interlocutores, a decisão busca evitar ruídos desnecessários e garantir que o texto avance com maior maturidade técnica e política.
Nos corredores da Câmara, a avaliação é de que a antecipação do debate gerou um movimento natural de cautela. “O projeto ganhou temperatura antes da hora”, comentou um assessor. A retirada abre espaço para ajustes e novos diálogos antes do retorno ao plenário para votação.
Vereadores que acompanham o tema afirmam que o movimento ocorreu após a forte repercussão da matéria publicada pelo Regionalzão, que destacou possíveis impactos sobre cavalgadas tradicionais e desfiles com equinos. O tema mobiliza setores do agronegócio, organizadores de eventos culturais e parlamentares ligados ao segmento rural.
Nos corredores da Câmara, a avaliação é de que a repercussão pública antecipou uma discussão que o governo pretendia conduzir de forma mais silenciosa. “O projeto ganhou temperatura antes da hora”, comentou um assessor.
A retirada não encerra o tema. O Executivo deve reenviar o texto para nova apreciação ainda em dezembro, possivelmente com ajustes após diálogo com vereadores e representantes de cavalgadas.

Impacto social: carroceiros no centro da discussão
Além das cavalgadas tradicionais, o projeto também preocupa carroceiros que utilizam animais de tração para trabalhar diariamente. Representantes do segmento afirmam que mudanças bruscas nas regras podem afetar diretamente quem depende da atividade para garantir o próprio sustento. O tema costuma gerar forte repercussão pública e tende a ser um dos pontos mais sensíveis na retomada do debate.
Próximos passos
A tendência é que o PL 835/2025 volte à pauta nas próximas sessões, dependendo das articulações políticas e das negociações que se intensificaram desde a repercussão da matéria.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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