Bolsonaro se pronuncia sobre tornozeleira: “Suprema humilhação”

Ele está proibido de usar as redes sociais e de manter contato com outros investigados no caso que apura a tentativa de golpe de Estado

Carlos Cravinhos
Imagem mostra Jair Messias Bolsonaro durante entrevista coletiva
Foto: Reprodução/Instagram

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (18) que se sente “humilhado” por ter sido obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração foi feita em entrevista coletiva na porta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, onde Bolsonaro compareceu pela manhã para colocar o equipamento de monitoramento.

“Estou me sentindo humilhado. Não posso falar com meu filho. Isso é uma humilhação. Como não há nada concreto, eles ficam me fustigando”, disse o ex-mandatário, que voltou a negar envolvimento em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Bolsonaro também criticou a justificativa para a medida, que incluiu a suspeita de que ele poderia deixar o país. “É uma suprema humilhação. A suspeita de que eu deixaria o Brasil é um exagero. Sou ex-presidente da República, tenho 70 anos de idade. Supor algo assim é humilhante. Não há nada contra mim”, afirmou.

A decisão do STF impôs uma série de restrições ao ex-presidente, incluindo a proibição de manter contato com outros investigados e a entrega de seu passaporte. A medida cautelar foi tomada no âmbito da investigação que apura a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e atos antidemocráticos.

Bolsonaro nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política. Seus aliados têm reiterado críticas à atuação do Supremo e afirmado que as medidas adotadas contra o ex-presidente são desproporcionais.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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