A sessão da Câmara Municipal de Iturama que analisou o pedido de impeachment contra o prefeito Dr. Herculano se tornou, com o passar do tempo, um dos capítulos mais simbólicos da crise política que tomou conta do município. O processo, que acabou rejeitado pelo plenário, hoje é relido sob nova luz após a operação do Ministério Público que investiga suspeitas de corrupção envolvendo vereadores e o então vice-prefeito.
O prefeito foi absolvido da acusação de crime de responsabilidade e permaneceu no cargo, decisão que já havia levantado questionamentos nos bastidores sobre a consistência jurídica da denúncia.
Como cada vereador votou no impeachment
Votaram a favor da cassação do prefeito:
Ana Lúcia; Márcio Molina; Ricardo Baiano; Ronaldo Karfrios; Ronei Mosquito.
Votaram a favor da permanência do prefeito no cargo:
Adebaldo Borges; Amaral; Fabrício Massa Bruta; Pedrinho Garcia; Ricardo Soler.
Abstenções:
Dr. Cristian; Jeder Viana; Sinomar Barbosa.
Uma sessão sob questionamento
A transcrição da reunião legislativa que votou o impeachment revela um ambiente de tensão, discursos contraditórios e argumentos jurídicos frágeis por parte dos defensores da cassação. Vereadores chegaram a reconhecer dúvidas quanto à caracterização do crime de responsabilidade, base central do pedido.
Absolvição que agora ganha novo peso
Com a absolvição em plenário e a manutenção do prefeito no cargo, o processo já era visto como politicamente desgastante. No entanto, a investigação do Ministério Público sobre um suposto esquema de compra de votos no contexto do impeachment adiciona um novo elemento à análise do episódio.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que a sessão da Câmara passa a ser vista não apenas como um embate político, mas como parte de um contexto mais amplo de disputa pelo poder local. O que antes parecia apenas uma tentativa frustrada de cassação agora é reposicionado como peça central de uma crise institucional mais profunda.
Câmara sob pressão
A divulgação das investigações pressiona diretamente o Legislativo municipal. Vereadores que participaram da votação do impeachment agora veem seus posicionamentos sendo revisitados pela opinião pública, enquanto a credibilidade da Câmara entra em xeque.
Fontes ouvidas pela Coluna Poder avaliam que, independentemente das conclusões finais da Justiça, o desgaste político já está imposto. A sessão que absolveu o prefeito passa a integrar o histórico de um período marcado por instabilidade, disputas internas e quebra de confiança institucional.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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