A Câmara Municipal de Uberlândia arquivou, nesta quarta-feira (1º de outubro de 2025), a Denúncia nº 02/2025, de iniciativa popular, que pedia a abertura de processo de cassação contra o vereador Antônio Augusto – Queijinho (PSDB). A matéria foi submetida ao plenário e rejeitada em votação simbólica, por maioria simples.
O autor do pedido, João Vitor de Oliveira Macedo, solicitava o recebimento da denúncia com leitura em plenário, criação imediata de Comissão Processante, notificação do denunciado para defesa escrita, instrução probatória e, ao final, a perda do mandato. Também requereu a juntada de documentos anexos como prova dos fatos narrados.
A acusação ganhou repercussão após o vereador admitir junto ao MP que assessores custearam despesas do gabinete. Em plenário, no entanto, os vereadores decidiram pelo arquivamento e a Casa não abriu investigação interna.

Como votou o plenário
Sem chamada nominal, a decisão ocorreu por votação simbólica. Pelo regimento, bastou maioria simples para rejeitar o recebimento. Com isso, o processo não segue para Comissão Processante. Até a publicação deste texto, Queijinho não se pronunciou.
Efeito político
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio deixa marcas no debate sobre o uso de recursos públicos e pressiona a imagem do Parlamento.
O arquivamento encerra, por ora, a discussão no âmbito legislativo. Resta saber se haverá desdobramentos externos e qual será o impacto eleitoral adiante.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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