Câmara de Uberlândia convoca reunião extraordinária para votar reajuste dos servidores

Convocação prevê cinco projetos; Legislativo já indica reajuste de 7%, enquanto índice do Executivo ainda não foi divulgado

Adelino Júnior
plaquinha da presidencia da camara de Uberlândia
Foto: Divulgação/Regionalzão

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A Câmara de Uberlândia realiza nesta terça-feira (31), às 11h, sessão extraordinária convocada pelo prefeito Paulo Sérgio Ferreira para votação de cinco projetos — três do Executivo e dois do Legislativo.

O principal ponto da pauta é o reajuste dos servidores municipais, agora com índices definidos pelo Executivo.

O que será votado

A Prefeitura encaminhará à Câmara proposta de reajuste de 5,4% nos salários dos servidores públicos municipais.

Além disso, o auxílio alimentação terá aumento de 14,3%, passando a R$ 800.

A recomposição alcança cerca de 15 mil servidores da administração direta e indireta, incluindo autarquias como DMAE, Aresan, Ipremu, Futel, Ferub e Emam.

Segundo o Executivo, os índices foram definidos após análise da arrecadação do primeiro trimestre. A gestão afirma que o reajuste foi possível mesmo diante de limitações fiscais.

“Fizemos todo o esforço para que pudéssemos contemplar as recomposições acima do IPCA e INPC”, afirmou o prefeito.

A proposta também inclui alterações na legislação do auxílio alimentação e mudanças na estrutura da Agência de Regulação dos Serviços de Saneamento Básico (Aresan).

Legislativo segue outro ritmo

Enquanto o Executivo apresenta seus índices, o Legislativo já tem proposta própria definida.

A Câmara prevê reajuste de 7% para seus servidores, com efeitos retroativos a março.

Também está na pauta a atualização das regras do auxílio alimentação dos servidores do próprio Legislativo.

Bastidores e timing político

Nos bastidores, a definição dos índices antes da tramitação formal reforça a estratégia de antecipação política do Executivo.

A medida chega em um momento de pressão por recomposição salarial e reduz o espaço para negociação dentro do plenário.

“Quando o número já chega fechado, o debate passa a ser mais político do que técnico”, avalia um interlocutor ouvido pela Coluna.

Calendário apertado

As sessões ordinárias de abril começam no dia 1º, mas já terão impacto imediato com o ponto facultativo da Quinta-feira Santa e o feriado da Sexta-feira da Paixão.

Na prática, o tempo de discussão no Legislativo será reduzido, o que amplia o peso da sessão extraordinária.

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Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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