Câmara de Uberlândia vota hoje parque ecológico, asfalto rural e bancos

Sessão desta segunda-feira decide o futuro do Parque Veredas, regras para o agronegócio e assentos preferenciais em bancos.

Adelino Júnior
Pilhas de documentos de CPIs sobre mesa na Câmara Municipal de Uberlândia durante sessão legislativa
Documentos de CPIs na Câmara Municipal de Uberlândia durante sessão legislativa

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A pauta da Ordem do Dia da Câmara Municipal de Uberlândia reserva para hoje votações de forte teor econômico, ecológico e social.

Estão na pauta propostas que tratam desde a criação de uma nova área verde urbana até novas regras de cobrança de serviços para o produtor rural.

Nos bastidores, a expectativa é de debates intensos, dada a relevância dos projetos de lei pautados para votação.

Parque Municipal Linear Veredas de Uberlândia (PLO nº 1208/2026)

O projeto de autoria do prefeito Paulo Sérgio Ferreira estabelece os critérios técnicos para o recebimento de áreas públicas decorrentes de loteamentos.

A meta do Executivo é a constituição do Parque Municipal Linear Veredas de Uberlândia, que ficará localizado no bairro Jardim Europa.

A proposta decorre de uma articulação com a proprietária das glebas, a empresa ITV Urbanismo LTDA, que assumirá a implantação e manutenção do espaço.

De acordo com o texto da lei, 50% das áreas verdes e institucionais geradas pelos novos parcelamentos serão destinadas à consolidação do parque linear.

Os outros 50% deverão ser obrigatoriamente implantados no interior dos respectivos loteamentos, garantindo o equilíbrio da infraestrutura local.

Um ponto de destaque no projeto é que o empreendedor arcará integralmente com os custos de implantação, recuperação de áreas degradadas e segurança.

O prazo máximo para a execução completa das etapas do parque ecológico não poderá exceder o período de 20 anos, desconsiderando a manutenção subsequente.

A empresa também deverá prestar uma caução ambiental para cobrir riscos técnicos da vegetação, liberada gradualmente em parcelas anuais de 10%.

O projeto prevê ainda que a futura geração de receitas privadas no espaço seja revertida na própria manutenção e sustentabilidade do parque ecológico.

A Secretária Municipal de Planejamento Urbano, Roberta Braga de Paula Nogueira, e o Secretário de Gestão Ambiental, Dilson Dalpiaz Dias, assinam a justificativa técnica.

Eles apontam que a medida moderniza a gestão de ativos e livra a Prefeitura de Uberlândia de assumir um pesado passivo de manutenção imediato.

Novo regime de incentivo a empreendedores rurais (PLO nº 1207/2026)

Também de autoria do prefeito Paulo Sérgio Ferreira, o projeto de lei altera profundamente a Lei nº 10.923, de 17 de outubro de 2011.

O texto reorganiza a prestação de serviços mecânicos de conservação de solo e de manutenção de estradas vicinais no município de Uberlândia.

A principal mudança polêmica é a extinção da franquia de 20 horas de serviços totalmente gratuitos que os produtores rurais possuíam anteriormente.

A partir de agora, os atendimentos subsidiados ficam limitados a 60 horas por projeto, cabendo ao beneficiário arcar com 50% do valor de mercado.

Se houver necessidade de horas adicionais, a cobrança será integral de acordo com o preço praticado no mercado regional, até o limite de 150 horas.

A proposta também blinda os cofres públicos ao exigir o recolhimento prévio da contrapartida financeira para que as máquinas possam ser mobilizadas.

Se houver sobra de horas pagas no planejamento final, o valor vira crédito para o produtor utilizar em atendimentos futuros em até um ano.

Segundo a justificativa enviada pela Secretaria Municipal de Agronegócio (SMAGRO), sob a gestão interina de William José da Silva, o novo fluxo financeiro blinda o erário.

A secretaria argumenta ainda que a adequação respeita a legislação eleitoral de 2026 ao afastar a prática da pura “distribuição gratuita” de benefícios.

Assentos preferenciais em agências bancárias (PLO nº 1041/2026)

Por fim, a pauta da Câmara traz o projeto de lei ordinária de autoria da vereadora Liza Prado, do partido Cidadania.

A proposta obriga as agências bancárias e instituições financeiras de Uberlândia a disponibilizar assentos preferenciais exclusivos ao público.

Os assentos são destinados para o uso de idosos, pessoas com deficiência, gestantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo durante o expediente.

De acordo com o text, os assentos devem ser confortáveis, estar visíveis e localizados preferencialmente próximos aos caixas de atendimento.

As instituições bancárias terão um prazo de 90 dias para realizar a adaptação física após a publicação oficial da lei.

A autora do projeto de lei destaca na justificativa que a medida garante condições reais de dignidade e previne acidentes em longas filas.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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