O vazamento das anotações do senador Flávio Bolsonaro, divulgado pela imprensa nacional nesta semana, acendeu o alerta no tabuleiro mineiro. Minas Gerais voltou ao centro da estratégia do PL para 2026.
Nos bastidores, cresce a expectativa de uma possível dobradinha entre Cleitinho (Republicanos) e Flávio Roscoe, atual presidente da Fiemg e nome cotado para se filiar ao PL.
Cleitinho aparece competitivo em pesquisas recentes para o Governo de Minas. Tem apelo popular, discurso direto e forte presença nas redes. Já Roscoe representa o trânsito empresarial e o discurso técnico-administrativo, com diálogo consolidado junto ao setor produtivo.
A combinação é estratégica:
– Cleitinho mobiliza o eleitorado popular.
– Roscoe agrega o empresariado.
– O PL estrutura um palanque sólido em Minas.
Nos bastidores, lideranças da sigla já mencionam o nome de Roscoe com frequência crescente. A leitura é clara: formar uma chapa capaz de sustentar um projeto nacional.
Palanque presidencial em jogo
A engrenagem maior envolve a disputa presidencial.
Uma eventual chapa Cleitinho–Roscoe daria palanque estruturado em Minas para Flávio Bolsonaro (PL). Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e historicamente decisivo.
Nesse desenho, Romeu Zema (Novo) ficaria isolado dentro do próprio reduto. Sem o PL na base e sem o eleitorado conservador unificado, perderia parte relevante do terreno político.
Mateus Simões, vice-governador, também enfrentaria cenário delicado. Caso a direita se organize em torno de Cleitinho e do PL, pode ficar dependente apenas das estruturas do PSD e do Novo.
Nikolas Ferreira, maior puxador de votos do PL em Minas, teria papel central nessa equação. Interlocutores indicam que os ruídos internos foram superados. Se permanecer alinhado, reforça o projeto da sigla no estado.
E o vice presidencial?
Outro ponto em aberto é a composição nacional.
Um nome que circula nos bastidores é o da ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A escolha faria sentido estratégico:
– Forte trânsito no agronegócio.
– Boa interlocução no Congresso.
– Representatividade feminina.
O eleitorado feminino ainda é visto como ponto sensível do bolsonarismo. Uma mulher com perfil técnico poderia equilibrar a chapa e ampliar o alcance eleitoral.
Outra hipótese ventilada é a escolha de um nome do Nordeste, ampliando a presença regional.
Minas no centro do xadrez
Se a chapa Cleitinho–Roscoe se consolidar:
– O PL assume protagonismo em Minas.
– O grupo de Zema perde centralidade.
– Os Republicanos mantêm relevância.
– O bolsonarismo ganha estrutura estadual organizada.
Nada está oficialmente confirmado. Cleitinho não anunciou nenhuma movimentação partidária. Roscoe ainda não formalizou filiação. Mas o tabuleiro já se move.
Minas, mais uma vez, pode ser o fiel da balança em 2026.

Coluna Poder • Conteúdo assinado por Adelino Júnior , jornalista e editor-chefe do Regionalzão, acompanhando os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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