A Câmara Municipal de Uberlândia rejeitou, nesta terça-feira, o requerimento que previa a convocação do secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima Silva, para prestar esclarecimentos sobre a situação da rede pública.
O pedido, de autoria do vereador Conrado Augusto (MDB), foi derrotado em plenário por 14 votos contrários e 6 favoráveis, conforme registro do painel eletrônico.
A votação rapidamente se transformou no principal fato político do dia na cidade.
Como votaram os vereadores
Votaram a favor da convocação:
– Abatenio Marquez (PP)
– Amanda Gondim (PSB)
– Anderson Lima (PL)
– Fabão (PV)
– Janaína Guimarães (PL)
– Professor Ronaldo (PT)
Votaram contra a convocação:
– Angela do Postinho (Solidariedade)
– Ronaldo Tannus (Podemos)
– Anderson Lima (PL)
– Pezão do Esporte (DC)
– Nei Borges (Solidariedade)
– Antônio Augusto Queijinho (PSDB)
– Antônio Carrijo (PP)
– Delegada Lia Valechi (União Brasil)
– Ivan Nunes (PP)
– Jair Ferraz (PP)
– Liza Prado (Cidadania)
– Neemias Miquéias (Podemos)
– Nei Borges (Solidariedade)
– Sgt. Ednaldo (PP)
– Thais Andrade (União Brasil)
Constaram como abstenção/ausência de voto no painel:
– Adriano Zago (Avante)
– Dr. Igino (PT)
– Edinho Combate ao Câncer (Democrata)
– Gláucia da Saúde (PL)
– Sérvio Túlio (PSDB)
O placar consolidou a força da base governista dentro da Casa.
Clima tenso e bate-boca em plenário
A sessão foi marcada por tensão e troca de críticas entre vereadores.
Um dos momentos mais quentes ocorreu durante um bate-boca entre o vereador Professor Conrrado (MDB) e o presidente da Câmara, Zezinho Mendonça (PP), evidenciando o clima de confronto que tomou conta do plenário.
Nos bastidores, o episódio foi interpretado como reflexo direto da divisão política em torno do tema.
Leitura política
A rejeição do requerimento evita, neste momento, a ida obrigatória do secretário à Câmara.
Por outro lado, o resultado também reforça a capacidade de articulação da base do governo, que conseguiu barrar uma proposta que poderia gerar desgaste público para a gestão.
Para a oposição, o discurso deve se concentrar na necessidade de maior transparência na área da saúde.
Já para o governo, a votação representa uma vitória política em um tema sensível.
O que fica
A saúde segue como um dos principais temas do debate político em Uberlândia.
Mesmo com a rejeição da convocação, a tendência é de que o assunto continue em pauta nas próximas sessões.
Coluna Poder • Conteúdo assinado por Adelino Júnior , jornalista e editor-chefe do Regionalzão, acompanhando os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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